Roteiro de 15 dias visitando a região de Gaspésie (Parte 4)

Hoje vou trazer para vocês a última parte da nossa viagem pela Gaspésie, que mostra a parte sul e central da península e nosso retorno para Toronto. Até achamos que não teríamos mais nada de bonito para ver, mas nos enganamos. E, como fiz no Post 1, Post 2 e Post 3, trago abaixo detalhado o que fizemos e como curtimos cada um dos lugares que passamos.

Dia 12: Percé até Carleton-sur-Mer (200km, 2h)

Neste dia saímos de Percé e seguimos viagem pela estrada 132 até Carleton-sur-Mer. Não tivemos sorte e o dia estava chuvoso e escuro novamente (pegamos chuva tanto na estrada na parte norte quanto agora na sul). Mesmo assim curtimos a paisagem e fiz abaixo algumas anotações de lugares e atrações que existem no caminho:

  • Nova Lumina: em Chandler há um festival de luzes em um parque chamado Parc du Borg de Pabos e pelas fotos parece um evento incrível. Como ele acontece à noite e como a cidade fica há 40 minutos de onde estávamos hospedados, nós não fomos. Mas fica aqui a dica porque parece ser muito lindo.
  • Bioparc: eu realmente não entendi como em um lugar tão cheio de natureza e animais livres possa haver um zoológico e seja considerada uma das principais atrações da região para quem visita com criança. Nem preciso dizer que passamos reto. O tal local fica em Bonaventure que é uma cidade muito legal.
  • Hope Beach: se você estiver procurando uma praia neste trajeto a dica é a Hope Beach. A praia tem areia vermelha estilo PEI e parece ser linda, com uma paisagem bem recortada pelo mar. Pelo que tinha pesquisado você tem que fazer uma pequena trilha para chegar na praia, mas parece valer todo o esforço.
  • Site Historique National du Banc-de-pêche-de-Paspébiac: se você gosta de história não pode deixar de visitar este local lindíssimo. Ele é um complexo de 11 edifícios construídos entre 1783 e 1900 onde funcionavam empresas de pesca da região, incluindo as duas maiores do mundo que exportavam bacalhau salgado. O lugar é lindo e passamos de carro para apreciar, mas não paramos para explorar.
  • Rivière Bonaventure: este rio é considerado um dos mais transparentes da província e eu estava louca para vê-lo e até explorá-lo neste dia da viagem. Mas com chuva e frio achamos melhor não arriscar e vimos o rio apenas da estrada. Vale falar que Bonaventure é uma cidade importante na cultura acadiana e há museu e vários símbolos espalhados pela cidade.
  • Gesgapegiag First Nation Ceremonial Pow-wow Grounds: um pouco antes de chegar em Carleton-sur-mer vocês passarão por várias tendas indígenas. Esse é um monumento dentro da reserva indígena de Gesgapegiag, que tem também uma igreja lindíssima que vale a visita. Eu não tinha conhecimento do local antes de ver esse monumento na estrada, senão teria ido explorar um pouco mais.

Chegamos em Carleton-sur-Mer e fomos visitar o camping que ficaríamos, o Camping de Carleton-sur-Mer. O local fica em uma ponta e estávamos loucos para ter esta experiência pela localização e também por tudo ao redor (vários parquinhos, trilha de bike e farol). Mas a chuva e o frio não nos animaram e acabamos indo parar no hotel Hôtel Manoir Belle Plage, que é ótimo. Nosso quarto era super novo e o café da manhã estava incluso, sendo que marcamos horário e fomos bem cedinho tomar, quando não havia ninguém. Nosso quarto tinha saída para a rua e um jardim e parquinho.

Quando chegamos na cidade estávamos famintos e fomos almoçar em uma cervejaria local, que tinha ótimos reviews: Le Naufrageur. Amamos tudo: comida, atendimento, ambiente e o marido curtiu muito a cerveja. Nós comemos nachos com camarão e estava delicioso. Os meninos comeram arroz e carne e também gostaram. Ao lado da cervejaria há uma padaria e tomamos café com torta no carro, enquanto o carro carregava no carregador do local. ã noite comemos pizza local e pasta no quarto do hotel do restaurante italiano Tosca, e estava delicioso.

Dia 13: Carleton-sur-Mer até Rivière-du-Loup (348km, 4h)

Acordamos cedinho para aproveitar um belo dia de sol, já que o dia anterior estava bem nublado e chuvoso como falei para vocês. Depois do café da manhã no hotel pegamos o carro e fomos para o observatório do Mont-Saint-Joseph, que é lindíssimo e imperdível. A região é um parque regional e vimos veados enquanto subimos de carro até o observatório que fica a 555 metros de altura. Também ficamos impressionados em saber que eles possuem hospedagens diferentes lá no alto – olhem aqui. Como fomos cedo a igreja e o centro de visitantes não estavam abertas.

Dali seguimos para Pointe-à-la-Croix, que é a divisa entre Quebéc e Nova Scotia. A cidade do lado de Quebéc é bem decadente, o que não acontece na cidade de Nova Scotia. Nós não cruzamos porque sabemos que há regras para visitar as províncias do Atlântico por conta da pandemia, então só demos uma caminhada na Rue de la Mer e apreciamos a cidade de longe, incluindo a ponte JC Van Horne Bridge.

Saindo dali pegamos a estrada 132 e seguimos pelo meio da província. Ficamos impressionados com a beleza da estrada: você passa por dois lagos, várias cidadezinhas e pontes de madeira antigas. Havia várias indicações de parques e cachoeiras, mas infelizmente não tínhamos tempo. Nossa parada foi em Mont-Joli, onde brincamos em um parquinho que fica em uma área com informações turísticas e alguns lugares para comer. É um ótimo local para descansar, com banheiros ótimos também.

Dali seguimos pela estrada 132 (agora sentido oeste) até a cidade de Rivière-du-Loup onde iríamos dormir, fazendo somente uma parada na Fromagerie Des Basques para comprar queijo feito no local e outras delícias. Ficamos hospedados no Hôtel Universel, um dos maiores hotéis da região. Nosso quarto tinha entrada pela rua é foi perfeito. O Tesla Supercharger da região fica no estacionamento do hotel e foi perfeito. Passeamos pela cidade – incluindo uma visita ao parque da cidade (Parc des Chutes) que possui uma cachoeira – mas resolvemos jantar no quarto do hotel, pedindo no restaurante de lá. A comida estava maravilhosa e valeu a pena, apesar de achar o preço bem caro.

Dia 14: Rivière-du-Loup até Montreal (450km, 4h30min)

Acordamos cedinho e seguimos viagem, porque o retorno foi longo. Desta vez resolvemos ir até Montreal. A idéia inicial era ir até Quebéc City, mas depois da experiência de ter a cidade lotada na ida e do camping não ter sido muito bom (leia aqui) resolvemos dirigir mais e chegar até Montreal. Não iríamos fazer o trajeto direto então resolvemos pegar a estrada chamada Chemin du Roy e passar por estradas locais e históricas, parando várias vezes e curtindo o trajeto com calma. Segue abaixo alguns lugares que paramos nesta estrada entre Montreal e Quebéc City desta vez. Vale falar que não fizemos ela toda – já que já conhecíamos – então só paramos em algumas atrações e cidadezinhas.

  • Vieux-Chemin: uma rua com casas bem antigas e considerada uma das ruas mais lindas do Canadá. As casas possuem placas com o ano da construção e algumas delas tem até um livro na frente (de visitantes?). Há galerias de arte e muitas artes expostas para compra.
  • Vieux Presbytère de Deschambault: vila presbiteriana de 1815 simplesmente imperdível. Tem jardim, rio e vários prédios históricos. E as crianças amaram o gramadão para correr.
  • Moulin de la Chevrotière: moinho antigo de 1802 que pode ser visitado e fica perto da vila presbiteriana.
  • Moulin à vent de Grondines: moinho de vento de 1674 que é o mais antigo dos 18 moinhos deste tipo que estão espalhados pela província de Quebéc.

Dormimos novamente no KOA Montreal South, em uma cabana – exatamente como fizemos quando começamos a viagem. Passamos no supermercado e o marido fez um super churrasco para celebrarmos o final da viagem e o fato de termos aproveitado muito e com saúde. Os meninos amaram esta cabana brincaram muito. Preciso citar que já notamos diferença no número de pessoas na ida e na volta: estava bem mais vazio.

Dia 15: Montreal até Toronto (550km, 5h30min)

Acordamos e já entramos no carro, seguindo viagem para Toronto. Pensamos muito se deveríamos fazer esta esticada com os meninos, mas eles se mostraram tranquilos no carro e adoram passear. Não tivemos nenhum problema deles estarem cansados ou chorando desesperados no carro. Pelo contrário: eles pediam para passearmos (e pedem até hoje) o tempo todo. No trajeto de volta resolvemos não parar e fazer direto, e chegamos em casa à tarde, e ai sim os meninos brincaram na rua e curtiram a casa.

Espero que tenham gostado de “viajar com a gente” e que este roteiro estimule vocês a visitar esta região linda do Canadá, que é bem pouco explorada. Segue abaixo link para os outros 3 posts, que contam a parte inicial desta viagem maravilhosa:

Roteiro de 15 dias visitando a região de Gaspésie (Parte 1)

Roteiro de 15 dias visitando a região de Gaspésie (Parte 2)

Roteiro de 15 dias visitando a região de Gaspésie (Parte 3)

2 Resultados

  1. Thabata disse:

    Acho demais que seus filhos pequenos ficam tranquilos viajando de carro. Você já fez algum post no blog sobre isso Gaby? Se sim eu gostaria muito de ler! Não sou mãe ainda, mas quero anotar as dicas para quando for 😊
    Amei os textos das viagens, longos, bem explicados e com uma energia contagiante!
    Obrigada por compartilhar essa viagem conosco, eu sabia que valeria muito a pena esperar 😁😘

    • Muita gente me pergunta, acho que é a tradição. Sempre fizemos isso e também não fico preocupada. Nossa vida e a maneira que criamos os nossos filhos é leve e isso reflete na tranquilidade que vivemos! Obrigada pela mensagem

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