Amsterdam: a supresa!

Eu posso dizer que Amsterdam foi a surpresa da viagem! Eu não esperava muito desta cidade (ainda mais por estarmos visitando-a num final de semana, de feriado), achava que seria somente canais, muitas pessoas bêbadas na rua, muitos turistas jovens (i.e. muita bagunça), e só. Mas eu estava totalmente enganada. Amsterdam é cheia de encantos e descobri que a melhor maneira de visitá-la é passear pelas ruas sem rumo, seja de bicicleta, a pé, ou de barco. A cada esquina eu dava um suspiro, realmente é encantadora esta cidade e eu me apaixonei por ela! Neste post vou falar um pouco da nossa experiência por lá e dar algumas dicas sobre o que fazer, comer, e aonde ficar.

Hospedagem:
Pegamos um hotel perto do Aeroporto, e na minha opinião valeu muito a pena. Nossa escolha foi esta pois não iriamos somente ficar em Amsterdam (fomos conhecer várias cidades e atrações ao redor da cidade, que eu irei falar nos próximos posts) e por isso achamos melhor ficar um pouco afastados do centro. Além disso, por experiência própria sabemos que as cidades antigas da Europa nem sempre possuem hoteis centrais com preços e serviços bons: ou eles são muito caros, ou são albergues (e, no caso desta viagem com nossos pais, não daria certo fazer eles usarem um banheiro coletivo ou dormirem num quarto com estranhos). O hotel escolhido foi ótimo – Dorint Hotel -, um dos melhores da viagem, e possuia um serviço de onibus para alguns pontos da cidade (porém com poucos horários, o quem complicou seu uso). O que acabamos fazendo foi ir de ônibus normal pela manhã para o centro e voltar de taxi (sempre com tarifa combinada antes da corrida com o taxista), o que acabou sendo um ótimo negócio para nós 5.

Comidas:
Ah, e como são boas as comidas em Amsterdam. Pra começar tudo lá tem batata-frita, e elas são vendidas em carrinhos, banquinhas, restaurantes e em formato de sorvete: você pega e sai comendo na rua, uma delícia. Outra coisa que você não pode deixar de experimentar é a appelgebak met slagroom (torta de maçã com chantilli) e os stroopwafels (waffles recheados com caramelo).
De diferente (ou engraçado) eu posso falar dos Croquetes de parede: uma espécie de coluna de mini-fornos, aonde você pode escolher seu salgado, colocar a moedinha e comer a gostosura frita escolhida. Aprovadíssimo por todos!
Minha dica de restaurante é o The Pancake Bakery, aonde você pode comer as famosas panquecas holandesas, doces e salgadas. Uma delícia, não deixe de provar (vale a pena esperar na fila, chegamos antes do restaurante abrir e ficamos quase 1 hora esperando – no frio -, mas valeu!).

O que visitar:
Obviamente não conseguimos visitar todos os pontos turísticos da cidade, até porque quando começamos a andar pelas ruas da cidade vimos que a principal atração são as casas altas, de janelas grandes e o lindos canais e pontes. Como já disse anteriormente (e reafirmo), o melhor passeio a ser feito em Amsterdam é certamente caminhar pelas ruas e se perder entre os canais.

Red Light District – na Holanda a prostituição é legalizada e no bairro da ¨luz vermelha¨ você pode comprovar isso. Basicamente o bairro possui várias casas com janelas enormes (nada novo para os padrões arquitetonicos holandeses) e lâmpadas vermelhas em cada janela. As mulheres ficam expostas nas janelas, com roupas provocantes, como se estivessem em uma vitrine de loja e quando a luz vermelha está acessa é sinal de que elas estão ¨trabalhando¨. No começo eu fiquei apavorada e pensei ¨que horror, não quero ir neste bairro¨, mas como a prostituição é legalizada e as pessoas na Holanda não se importam parece algo normal e seguro. A gente vê famílias, senhoras, todo tipo de gente andando pelo bairro, todo mundo tranquilo, passeando, e as meninas lá, na janela, na delas. Mas é claro que não dá pra vacilar e, principalmente, dar uma de turista bobo e bater fotos das meninas. Dizem que o ideal não é fotografar nada, porque se uma das meninas achar que você está fotografando-a, você pode se meter em problema.

Museumplein – linda praça que possui três museus (o Rijksmuseum, o Van Gogh Museum e o Stedelijkmuseum), aonde fica o famoso sign ¨I am Amsterdam¨. Fomos em um dia frio, chuvoso e mesmo assim achamos a praça linda. Fico imaginando no verão…


Museu Vaugh Gogh – nas sextas feiras fica aberto até mais tarde (22h) e você não pega uma fila enorme para entrar (porque poucos turistas sabem sobre isso). O museu é super legal e contém a maior coleção de pinturas e desenhos de Van Gogh do mundo, mostrando as diferentes fases do artista (que conseguem ser bem diferenciadas uma da outra). Além disso, há informações abundantes (em inglês e holandês) e você consegue seguir e entender bem as várias fases da vida do Vincent que, coitado, não teve lá uma vida fácil. Há ainda obras de outros artistas (como Monet) em exposições de contemporâneos, influências e amigos. Eu me diverti muito e virei fã de arte moderna. Uma pena que é proibido bater fotos dentro do Museu.

Nieuwmarkt – espaço para feiras (daí o nome: Mercado Novo) que era antigamente um muro que rodeava a cidade (você sabia que Amsterdam era medieval?). Lá há uma construção em forma de castelo (De Waag) que era um dos portões da cidade. Hoje o De Waag abriga um restaurante.

Bloemenmarkt – mercado de flores e um ótimo lugar para comprar souveniers. Ali perto fica localizada a Muntplein (praça onde está o Munttoren, uma torre linda que era um outro portão quando a cidade de Amsterdam era murada).

Leidseplein – praça famosa da cidade; concentra nas redondezas bares, casas de show, coffeeshops, turistas de monte, ambulantes, artistas de rua e mais turistas. Almoçamos ali um dia e gostamos, mas obviamente por ser um local turístico é caro e movimentado.

Jordaan – o bairro que possui os canais e as casas mais lindas de Amsterdam e considerado o melhor jeito de conhecer a cidade. Jordaan é um bairro antigo, que foi construído para abrigar os trabalhadores envolvidos na expansão da cidade através do cinturão de canais no século XVII. Por séculos permaneceu como o bairro da classe trabalhadora, até que nos anos 60 e 70 do século passado foi tomado por artistas, estudantes e profissionais liberais. Hoje é cheio de galerias de arte, bares e cafés antigos, além dos mais belos canais da cidade. Ande sem destino certo e sem pressa pelas ruazinhas de Jordaan e aprecie a atmosfera do lugar. Para nossa sorte, enquanto andávamos por Jordan o céu azul e o sol resolveram aparecer!

Dam – outra praça da cidade, mas esta é a principal, com edifícios lindos e lotada de excursões e orientais. Vale a visita rápida. As ruas ao redor da Dam são repletas de lojas.

O que vai ficar pra próxima:

Vondelpark – parque principal da cidade, demos uma pequena caminhada por ele porque o dia estava muito frio, mas é um passeio recomendado por vários roteiros turísticos e dizem que o parque – maior da cidade – é lindo.

Anne Frank Huis – a casa da Anne Frank. Pra quem não conhece a Anne Frank (ou seu famoso diário), ela e sua família moravam em Amsterdam e eram judeus. Quando os nazistas invadiram a Holanda e passaram a mandar os judeus para campos de concentração o pai da Anne Frank resolveu que eles iriam se esconder. Eles fingiram que fugiram pra outro país, mas na verdade passaram a morar num anexo escondido atrás da empresa do pai dela. Viveram lá a família dela e mais algumas pessoas por uns dois anos, em total confinamento. Resumindo a história, eles foram descobertos, presos e enviados pra campos de concentração. Toda a família morreu, menos o pai dela que descobriu o diário, editou-o e publicou-o. A casa onde a família passou pela provação é hoje um museu aberto à visitação pública e uma das maiores atrações de Amsterdam.

Imperdível:
Não deixe de conhecer Amsterdam dentro de um barco (a sua idéia da cidade vai mudar). Existem diversas empresas que oferecem este passeio e você pode escolher entre passes diários (aonde você pode entrar e sair nos ¨pontos¨ quantas vezes quiser) ou um passeio de 1h30.

Todas as fotos deste post (e dos próximos que irão vir) são de minha autoria. O Ju machucou o ombro antes da viagem e não podia segurar a câmera: melhor pra mim, que virei não só guia, mas fotógrafa oficial do grupo. Ah, também não posso deixar de agradecer a Dona Anna, que bateu a maioria das fotos em que eu apareço!



  • 6 Responses

    1. Pauline Ramos disse:

      hmmm, batata frita com maionesa é tudo de bom 🙂
      e falando em museu, tem picasso na AGO a partir de 1o de maio, vamos?
      adorei o post.

      • Gabriela disse:

        É que eu não como maionese, por isso nem escrevi aqui! Mas sim, a batata frita vem cheia de maionese!
        Vamos DE CERTEZA na exposição. Até porque nunca fui no AGO e morro de vontade de ir!
        Beijos

    2. anna maria lima de melo disse:

      Foi tudo perfeito e adorei tirar fotos suas.Bjs

    3. Gaby, eu tb amei esta cidade, apesar de ficar andando 4 dias debaixo de chuva e frio; e me apaixonei pelo Vaugh Gogh. Vc esqueceu da maionese que vai sobre a batata??? hehe

      • Gabriela disse:

        Oiiii!
        A gente andou com muito frio, mas nada de chuva! Que cidade fria!!!! Mas linda demais!
        Sobre o museu, eu ri muito com minha Mae e sogra. Nunca tínhamos ido num museu com arte moderna e ficamos maravilhadas com a criatividade dos quadros (e a loucura Tbem).
        Quanto a maionese, eu odeio maionese, acho que foi por isso que esqueci! Eu sempre pedia sem!
        Beijos e obrigada pelo recado

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