10 maneiras de curtir Halifax e arredores

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Passamos o feriado do 1 de julho (Canada Day) em Halifax, a capital da província de Nova Scotia que possui um pouco mais de 300 mil habitantes na região urbana, o que corresponde a 40% da população inteira da província. Nosso objetivo com a viagem era conhecer uma parte “menos conhecida” do Canadá e comemorar os 150 anos do país que escolhemos morar em uma outra região, diferente da metropolitana Toronto, da charmosa Quebéc ou da montanhosa Vancouver. Halifax – e os outros lugares que passamos na Nova Scotia – nos impressionaram pela simplicidade e beleza, e é um lugar que eu realmente indico todos a visitarem quando vierem ao Canadá.

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Fizemos esta viagem de 6 dias com meus pais, Thomas e Jojoe, portanto a viagem não incluiu grandes aventuras ou emoções fortes (apesar de termos nos aventurado até o Cabot Trail na parte mais oeste da província, o que contarei para vocês em detalhe amanhã no blog). O objetivo da viagem era descansar, conhecer a região e apreciar todas as belezas de um local pouco turístico. Acho que conseguimos alcançar nossos objetivos.

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Claro que eu não poderia deixar de escrever um pouco aqui no blog contando um pouco desta viagem e o que fizemos. Eu pensei bem como iria organizar a informação de tudo que vimos e achei que a melhor maneira seria listar 10 maneiras que encontramos para curtir a região. Nesta listinha vai ter passeios, cidades vizinhas, museus, atrações turísticas e, é claro, muita comida. Espero que gostem e se já foram para lá não deixem de comentar o que acharam e o que mudariam na minha listinha.

1. Passear pela Halifax Waterfront Boardwalk

Halifax é uma cidade portuária e suas principais atrações estão na beira do Oceano Atlântico. Para quem morre de saudade de água salgada como eu caminhar ao redor do mar é maravilhoso – e certamente uma das principais atrações da cidade. A parte do Waterfront é cheia de vida e atrações, incluindo os principais museus da cidade, um casino, diversos hotéis e lojas, edifícios históricos, passeios de barco (como o Theodore Tugboat), o porto e muitos restaurantes.

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Nós passeamos pela região duas vezes na nossa estadia na cidade. Na primeira estacionamos mais na parte norte – perto do cassino) e passeamos pela parte da região que possui as casas mais antigas (datadas de 1812), conhecidas como Privateers’ Wharf ou Historic Properties. São 10 casas no total sendo que 7 são designadas National Historic Sites. Em uma delas fica o restaurante de frutos do mar Salty’s (de 1877) que foi onde jantamos na nossa primeira noite na cidade.

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No outro dia – já com sol – estacionamos na outra ponta do waterfront, pertinho do Halifax Farmers’ Market, o mercado público da cidade. Apesar de ser considerado o mercado mais antigo da América do Norte (datado de 1750) o local estava vazio e não tinha nenhuma opção de comida ou vendedores de frutos do mar. Eu fiquei super decepcionada com o local e não indico a visita, apesar da região ser linda e ali pertinho ter uma cervejaria (Garrison Brewery) e o Pier 21 (onde fica o Canadian Museum of Immigration). De lá caminhamos na direção de onde estivemos no primeiro dia e o passeio foi lindo demais. E vale falar que toda esta região possui wi-fi gratuito.

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2. Visitar o Forte George no Citadel Hill

Halifax não é uma cidade plana como Toronto e a 3-4 quadras do mar já há um morro chamado de Citadel Hill. E nele fica o Forte George, uma edificação militar construída no local em 1794, ano em que a cidade de Halifax foi fundada. A construção é incrível e lá dentro há museu, lojinha, café, atores imitando costumes da época e uma vista legal do mar e de partes da cidade. Dá para fazer visita guiada e entender em detalhes a história do local. Vale falar que você pode caminhar nas muralhas e que o local é pet-friendly (Jojoe adorou). Durante o ano de 2017 a entrada é gratuita, pois o local é operado pelo Parks Canada. Clique aqui para saber mais sobre este local incrível.

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3. Conhecer os inúmeros museus da cidade

Eu fiquei impressionada – e maravilhada – com a quantidade de museus que Halifax possui. Claro que com tão poucos dias a gente não conseguiu visitar nem 1/3 deles, o que me deixou bem chateada. Tem o Maritime Museum of the Atlantic, que é famoso pela sua parte dedicada ao Titanic, já que Halifax foi a primeira cidade que “socorreu” as vítimas. Tem também o Canadian Museum of Immigration at Pier 21, um museu que fica no Pier 21, que era um terminal de chegada de imigrantes ao Canadá entre os anos de 1928 e 1971. Tem o Discovery Centre, que é uma espécie de museu de ciências (mais para crianças) que foi recém inaugurado e fica bem na beira do mar. Tem também o Art Gallery of Nova Scotia, o museu de arte da província com mais de 17,000 obras. Tem o C.S.S. Acadia, que é um navio de exploração marinha aposentado que é super conhecido entre os Canadenses e que está ancorado em Halifax e pode ser visitado.

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Eu gosto muito de explorar os museus dos lugares que visito pois a gente tem uma visão bem diferente da história do local. Vou dar um exemplo para vocês: entramos no Maritime Museum of the Atlantic procurando pela exposição do Titanic. A exposição mostra alguns objetos dos passageiros e partes do navio, nada muito interessante. Mas ai fomos explorar o resto do museu e descobrimos que a cidade foi palco de um desastre em 1917: dois navios trazendo explosivos colidiram no porto da cidade e a explosão causou a morte de 2000 pessoas, um tsunami que abalou a costa de Halifax e a destruição de edifícios históricos e importantes da cidade. Eu fiquei impressionada com esta história e foi tudo graças a exposição sobre a tragédia no museu.

4. Comer muitos frutos do mar

Vou confessar algo para vocês: todos os dias em Halifax eu comi frutos do mar, todos. É certamente o principal prato do local e foi delicioso poder comer peixes e outras delícias do mar frescas. Entre os pratos que você não deve deixar de comer está o Lobster Dinner (um lobster inteiro cozido, cujo preço varia por dia – nunca há o preço nos cardápios – mas a média que pagamos foi $25-35 por prato), fish and chips (peixe frito com batata frita, que é gorduroso mas extremamente delicioso), Chowder (uma sopinha cremosa de frutos do mar que geralmente vem com pedaços de lagosta), Atlantic Salmon (o peixe salmão do Atlântico, que é servido de várias maneiras: assado, frito ou com uma crosta feita de farinha e sementes), Fish Stew (uma espécie de mexido de frutos do mar), Haddock (um tipo de peixe que é super popular por lá), entre outros. Conforme escrevi anteriormente para vocês nós comemos no Salty’s, que é tradicional da cidade. Eu achei bem gostoso, mas os restaurantes que comemos nas cidadezinhas menores foram muito mais deliciosos (abaixo eu falarei mais sobre eles).

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5. Apreciar o skyline de Halifax de Dartmouth

Sempre que eu viajo eu gosto de ver o skyline da cidade – ou o panorama urbano – e também ver a cidade do alto. Em Halifax não há edifícios muito altos e o skyline é bem simples e de certa forma pobrinho. Nada de grandes arranha-céus ou estruturas arquitetônicas que impressionam. Mesmo assim eu quis ver a cidade “de longe” e “do alto”. Para ver a cidade do alto fomos até a Citadel e eu contei tudo para vocês no ponto 2 desta lista. E para ver a cidade de longe nós fomos até o Alderney Landing, que é um local onde navios de passeios partem para Halifax. Além da saída de barcos – passeio que não fizemos, infelizmente – há um centro comunitário e algumas lojas, além de bancos e um boardwalk para você caminhar. Nós tentamos ver a cidade de longe em outros locais como o Woodside Area Regional Park e o waterfront campus da Universidade de Nova Scotia, mas a vista do Alderney Landing é bem mais bonita e prática (com estacionamento).

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6. Apreciar os belos jardins do Halifax Public Gardens

O Halifax Public Gardens foi criado em 1867 e é lindo. Ele fica localizado pertinho de uma região de shoppings e restaurantes super legal da cidade (Spring Garden Road) e foi uma agradável surpresa. O local possui, além de lindos jardins, um gazebo maravilhoso e super antigo, um café, um lago, uma fonte linda e várias árvores históricas, presentes de reis e rainhas. Vale falar que animais não são permitidos no local, portanto Jojoe não pode curtir este passeio com a gente.

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7. Caminhar pelas casas coloridas da cidadezinha de Lunenburg

Lunenburg é uma cidadezinha a 1h de Halifax, que é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade foi fundada em 1753 e é considerada um dos melhores exemplos do planejamento das colônias britânicas na América do Norte. Os moradores da cidade não mexeram na arquitetura e organização do local e a maioria das casas ainda são preservadas desde a sua fundação. As cores do local impressionam, mesmo em um dia super fechado como o que visitamos o local. Certamente caminhar sem pressa apreciando a arquitetura do local é a principal atração da cidade, mas há muito mais que você pode fazer: conhecer o barco Blue Nose II, visitar o Fisheries Museum of the Atlantic, apreciar o Lunenburg Harbour do campo de golf que fica do outro lado da cidade (e onde batemos as fotos da cidade de longe), visitar a St. John’s Anglican Church (igreja lindíssima, diferente de tudo que você já viu), tomar um café delicioso no Laughing Whale, comprar lembrancinhas e enfeites com temas do mar para a sua casa (as lojas de móveis e decoração reinam na cidade e os preços são ótimos), almoçar ou jantar em um dos restaurantes locais (indico o Savvy Sailor e o Salt Shaker) e fazer um tour de barco para pescar ou ver baleias (há várias opções de passeios e infelizmente não fizemos nenhum). E se você estiver inspirado dá para “descer” ainda mais e visitar o vilarejo de Blue Rocks, que também é extremamente fotogênico e fica somente a 10 minutos de Lunenburg (como o dia estava super feio a gente acabou não indo, mas me arrependo profundamente pois o lugar parece lindo).

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8. Conhecer as 3 igrejas vizinhas de Mahone Bay

Mahone Bay é uma cidade a 15 minutos de Lunenburg, já no caminho do retorno para halifax (isto é, você não precisa fugir da sua rota para visitá-la). A cidade é famosa por suas 3 igrejas vizinhas: a Anglicana de St James, a Lutero evangélica de St Johns, e a protestante Trinity United. A imagem das 3 igrejas lado a lado na frente do mar tornou-se um ícone da Nova Scotia e aparece frequentemente em cartões postais e calendários. Como amantes de fotografia nós não poderíamos ignorar o local. A cidadezinha pareceu bem convidativa e quando passamos por ela os restaurantes, lojas e galerias de arte estavam bem cheios. Infelizmente não paramos para visitá-la com calma, mas o que vimos agradou.

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9. Ver o farol de Peggy’s Cove

Peggy’s Cove é uma vila de pescadores que fica a 45 minutos de Halifax. Há várias lendas e histórias quanto ao nome do local. Alguns dizem que o nome da vila veio da única sobrevivente de um naufrágio no local. Outros falam que Peggy é o nome da esposa do colonizador do local. Ainda, o nome pode ter vindo da mãe de Samuel de Champlain (explorador do local), que se chamada Marguerite (Peggy – acreditem – é o apelido de Margaret por aqui). Não importa o motivo, Peggy’s Cove é tão conhecido quanto Halifax e eu confesso para vocês que por causa disso eu achei que não ia curtir tanto o local (achei que seria muito turístico), mas eu amei.

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A vila é extremamente pequena e deve ter umas 15 casas super espalhadas. O local não é arrumado e as ruas são bem sinuosas e estranhas. No “topo” da vila ficam as pedras de mármore e o farol, que foi construído em 1914. O local é incrível, todo aberto e com o mar extremamente agitado. Visitamos o local no exato dia do Canadá (1 de julho) e ele estava lotado. Eu fiquei extremamente nervosa de ver várias pessoas se aventurando e arriscando suas vidas por uma foto. Há várias placas e sinais pedindo para as pessoas ficarem nas trilhas – já que muitos já morreram no local – e há até uma conta de twitter chamada “idiotas do Peggy’s Cove” que fala sobre os perigos do local.

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Nós aproveitamos uma dica que encontrei na internet (infelizmente não lembro a referência) para almoçarmos no Shaw’s Landing, um restaurante de frutos do mar super familiar e delicioso que fica a uns 10 minutos do farol. Comemos lobster chowder, lagosta e fish and chips. E é claro que não poderia faltar a sobremesa (leia a dica abaixo para saber o que eu recomendo).

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Para finalizar, perto da vila fica o memorial Swiss Air Flight 111, que presta homenagem as 229 vítimas desta tragédia aérea que aconteceu pertinho da região em 1998. Passamos de longe pelo memorial mas não paramos.

10. Tomar sorvete feito de ingredientes locais

Os sabores de sorvete da região são incríveis e feitos com ingredientes locais. Em Peggy’s Cove não deixe de tomar um sorvete na única sorveteria local, a Dee Dee’s, que é super famosa e deliciosa. Os cones de waffle são feitos na hora e os sorvetes são caseiros e feitos com ingredientes locais. Não deixe de provar o Nova Scotia Berries, feito com frutas vermelhas locais. Em Halifax eu comi todos os dias o sorvete do Cows, uma sorveteria da PEI que até tem loja aqui pertinho, em Niagara on-the-lake. Novamente os sabores são feitos com ingredientes da região, especialmente frutas vermelhas. Nada como tomar um sorvete curtindo o oceano Atlântico em um lugar tão bonito quanto Halifax.

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Espero que tenham gostado das dicas e amanhã eu conto para vocês sobre a segunda parte da nossa viagem por Nova Scotia, que foi na região de Cape Breton Island, para fazermos a famosa trilha Cabot Trail. Aguardem pois o post está cheio de fotos lindas e muita informação legal para quem quer fazer este passeio.



  • 9 Responses

    1. Yanne disse:

      Olá Gabi, adorei esse seu post. Morei em Dartmouth, Halifax Amiga é realmente uma cidade linda e sou apaixonada por ela, seu post me ajudou a matar a saudade desse lugar lindo e que me acolheu tão bem.

    2. Barbara Viena disse:

      Babando na felicidade do Thomas. Que criança mais sorridente!

    3. Fabiana de Lamare disse:

      Olá Gaby!!! Você recomenda ir no inverno? Há agências locais que organizam passeios para quem vai sem carro? Obrigada! Seus posts são sempre minhas referências!

      • Ola Fabiana.
        Então, é difícil dizer porque eu fui no alto do verão. O que ouvi dizer é que se não está nevando está chovendo (no inverno) e que o inverno pode ser beeeem frio. Eu não arriscaria ir no inverno. Há varios locais que fazem passeios para as cidadezinhas e o farol sim. Obrigada pelo recado e espero ter ajudado.

    4. Lais disse:

      Gaby, essa é uma viagem cara? Curiosa pra saber se é algo ‘acessível para recém-chegados’ 🙂

      • É sim Lais. A passagem é a parte mais cara (CAD$180 o trecho – mas fomos no feriado) e os hotéis e alimentação são bem baratos. Dá para encontrar ótimos preços em hotéis e comer muito peixe pagando bem menos do que Toronto. E vale taaanto a pena.

    5. Thalyta Veiga disse:

      Amei esse post, Gaby! Pesquisei muito sobre Halifax, pois queríamos ir pra lá. Mas acabamos optando por Toronto por vários motivos, então vamos nos mudar no próximo ano. Cada vez que leio alguma coisa sobre a região fico mais encantada e com mais vontade de conhecer. Com certeza é um lugar que iremos visitar quando estivermos no Canadá… Só uma pergunta, vocês foram de carro ou de avião?
      Beijos!!!

      • Que bom Thalyta. Eu tbem não encontrei muita informação sobre a cidade, mas achei o lugar tão lindo e quero voltar logo! Fomos de avião pois só tínhamos 6 dias e queríamos explorar a ponta de Cape Breton, que eu irei mostrar no post de amanhã. Beijos

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