Viagem aos Alpes Europeus [Parte 2]

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Hoje eu vou dar continuidade aos posts sobre a viagem que fizemos aos Alpes Europeus (veja aqui a parte 1 se você perdeu) e antes de eu continuar falando sobre os lugares lindos que passamos eu quero falar sobre Jojoe. Sim, Jojoe nosso filho canino que é mais filho do que cão. Jojoe não foi para esta viagem mas eu devo falar que ele deveria ter ido. Para todo lugar que olhávamos tinha cachorro: trens, campos, lagos, atrações e até restaurantes. Achei a região super pet-friendly, e por isso se você tem um cachorro e estiver pensando em visitar a região pense em incluir o membro peludo da sua família nesta viagem.

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Hoje eu vou falar da região mais linda que passamos – na minha opinião – que foi a região ao redor dos Alpes Bávaros. Ficamos por lá 6 dias e a cada dia que passava eu ficava mais maravilhada com as belezas naturais, as atrações, a comida e tudo relacionado ao local. Entrou certamente para a lista de lugares mais incríveis que visitamos e é por isso que o post vai ser super longo, mas cheio de fotos lindas. Preparados?

Nossa segunda base: Grödig na Áustria

Como contei para vocês no primeiro post sobre esta viagem nós escolhemos cidades-base para explorar os locais que queríamos conhecer. A escolha de ficar entre 4-5 noites em cada local veio do fato que todos os lugares são relativamente perto e da comodidade em ficar em um mesmo hotel por várias noites, especialmente viajando com crianças. Grödig é uma cidadezinha super pequena perto de Salzburg. Nosso idéia inicial era ficar em Berchtesgaden (que fica na Alemanha), mas não conseguimos hotel por lá. Grödig e Berchtesgaden ficam a 15 minutos de distância (apesar de serem em países diferentes), então apesar de estarmos hospedados em Grödig eu poderia considerar a nossa base Berchtesgaden, que era o lugar onde passeávamos e jantávamos geralmente à noite. Grödig é tão pequena – nem centrinho tem direito – que só valeu mesmo para nos hospedarmos (leia abaixo sobre o hotel que ficamos).

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Berchtesgaden é uma cidadezinha pequena na belíssima região de Berchtesgadener Land, uma região recheada de incríveis atrações, entre elas o lago Königssee e a famosa a montanha Kehlstein de quase 2 mil metros de altura, que abriga em seu topo a Kehlsteinhaus (Ninho da Águia), antiga casa de Adolf Hitler. De Berchtesgaden você consegue avistar o Ninho da Águia, que é a principal atração do local (falarei sobre ela ainda neste post). O centro antigo da cidade é lindo e merece ser visitado, especialmente a igreja do local que foram construídas em 1102. Há vários restaurantes no local e eu recomendo o Gasthaus Neuhaus, que possui um Biergarten com cabanas de madeira e músicas típicas (muito aconchegante). Jantamos lá duas vezes porque é realmente delicioso. E Thomas puxou a nós: fica muito feliz com comida (vejam a última foto abaixo para saberem do que estou falando).

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Berchtesgaden fica em uma região toda montanhosa e vale a pena explorar as vilas e lugares fofos que existem ao redor do local. Entre estes lugares encontramos a Maria Gern Church, uma igrejinha antiga que é super fotogênica, como vocês podem ver abaixo. Ao lado dela há uma pousada/restaurante onde você pode parar para almoçar ou tomar um café e apreciar a calma e beleza do local.

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Ainda por ali há a igrejinha de Ramsau, que é igualmente fotogênica. A dica é dirigir pelas estradinhas locais e explorar as vilas fofas, a bela natureza, os lugares extremamente fotogênicos e, porque não, os restaurantes locais. Foi assim que encontramos o Gasthof Dürrlehen e tivemos um jantar maravilhoso – no dia era aniversário do maridão e foi muito especial. O restaurante fica literalmente no final de uma estrada e tem campo e parquinho para as crianças brincarem, além de ótima comida. Perfeito.

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Onde ficamos hospedados

Nosso hotel – que estava mais para pousada – era super aconchegante: Hotel Sallerhof. Apesar de ser considerado 4 estrelas o hotel não tem geladeira no quarto (o que é super importante para quem viaja com criança) e não tem ninguém na recepção à noite. Fora essas duas falhas achei o local ótimo, especialmente devido ao seu café da manhã: maravilhoso! E, com quase tudo orgânico.

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Vale deixar registrado que neste ponto da viagem estávamos tão relaxados que nem nos lembramos da data que iríamos sair do hotel. No nosso suposto penúltimo dia por lá fomos para um passeio e quando o Juliano pegou o papel do estacionamento e viu a data ele ficou encucado e me perguntou umas 2x que dia da semana era aquele. Eu não lembrava. Ele disse que, se a data do bilhete do estacionamento estava certa – e não teria porque estar errada – este era o dia que teríamos que sair do hotel (foi ele que fez as reservas). Ai ligamos para o hotel e o Ju estava certo. Resultado: voltamos rapidamente, arrumamos tudo, fizemos check-out e voltamos para onde paramos.

Atrações que visitamos na região

Já falei anteriormente sobre a cidade que ficamos hospedados, sobre a “cidade vizinha” de Berchtesgaden e sobre as belas vilas da região. Agora irei falar resumidamente sobre os lugares que visitamos enquanto estivemos na região: o incrível Ninho da Águia, a cidade de Salzburg, o vilarejo de Hallstatt, o lago Gosausee, o lago Königssee e o parque Grossglockner High Alpine Road.

O Ninho da Águia fica situado na montanha Kehlsteinhaus (Alemanha) e atrai visitantes do mundo todo pela sua beleza e história. Beleza porque o local possui uma vista panorâmica incrível da região (considerada a mais linda da Alemanha). História porque o local foi o antigo refúgio de Adolf Hitler. A casa e o caminho para chegar até lá (incluindo 5 túneis) foram construídos em 1939 durante incríveis 14 meses. O local foi um presente à Hitler em função de seu aniversário de 50 anos e só foi visitada por ele 14 vezes. Lá Hitler escondeu diversas obras de arte e tesouros roubados dos povos que perseguiu, objetos estes que foram encontrados quando os americanos ocuparam o local em 1945. O local foi bombardeado e dá para ver as marcas de explosão nas rochas.

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A casa hoje virou um restaurante e eu questionei um pouco o porquê de um lugar tão histórico ter virado algo tão turístico. Por exemplo a lareira que Mussolini presenteou Hitler está no meio do restaurante e a sala que servia como seu escritório hoje é depósito do restaurante. Lendo as placas que contam a história do local os alemães queriam justamente isso: deixar o lugar o mais turístico possível para evitar que ele se tornasse um templo ou local sagrado para os pró-nazistas, o que faz todo sentido para mim. O lugar é LINDO e se você é amante de história e belas paisagens não deve deixar de visitar se estiver na região. Para chegar lá você deve pegar um dos ônibus que fazem o trajeto (não dá para chegar com o seu carro). Lá no topo tem um bom restaurante, além da bela vista da região.

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A segunda atração que visitamos foi a cidade de Salzburg (Áustria), cuja visita não estava no nosso roteiro. Acabamos incluindo ela porque um dos dias ficou bem cinzento e com previsão de chuva, e não queríamos visitar nenhum dos outros lugares que estavam no roteiro com um tempo assim. Pela manhã visitamos o Palácio Hellbrunn e seu jardim. O passeio pelo jardim é gratuito e foi ótimo deixar as crianças correndo soltas em um lugar seguro. Salzburg é uma cidade pequena que é dividida pelo Rio Salzach em duas áreas chamadas de Cidade Nova e Cidade Velha. Como tínhamos uma tarde por lá nos concentramos na parte antiga, que é onde estão as principais atrações da cidade como a Fortaleza Hohensalzburg, a rua comercial Getreidegasse, a catedral da cidade e a estátua e casa de Mozart (que nasceu por lá). Pegamos o funicular para subir para a fortaleza e Thomas resolveu dormir. Pensamos “que bom, vamos poder explorar o local todo com calma”, mas nos deparamos com escadas e mais escadas, trajeto inviável para ser percorrido com carrinho. A solução? Sentar no restaurante panorâmico do local e fazer turnos de passeio: primeiro eu e depois o Ju. Enquanto um explorava o local o outro ficava sentado comendo e apreciando a vista linda (sempre de olho no pequeno!).

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Ainda em Salzburg na rua Getreidegasse o que me chamou a atenção foram os letreiros de ferro das lojas, super característico da era medieval já que naquela época as pessoas não sabiam ler e isso facilitava bastante. Claro que como bons turistas passamos pela casa e estátua do Mozart e visitamos a catedral da cidade. E por fim caminhamos ao redor do rio e fomos parar em um café super tradicional da cidade para provar a torta original Sacher (uma torta de chocolate que eu achei com gosto forte demais).

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A próxima atração que visitamos foi o vilarejo de Hallstatt (Áustria), que foi considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1997. A cidadezinha realmente é linda mas estava lotada de turistas e isso tirou um pouco o charme do local (e vale aqui falar que a maioria dos turistas são chineses, que são tão fãs do local que uma réplica do vilarejo foi construído na China). A principal atração do local é mesmo a cidade em si: explorar as ruelas e se perder no vilarejo super fotogênico. Além disso dá para alugar um barco para navegar pelo Hallstätter See e subir no incrível mirante Skywalk que fica a 350 metros da cidade para apreciar a região. Do mirante você pode visitar a Salz Walten, que é a mina de sal mais antiga do mundo. Uma observação aqui: fiquei impressionada com o número de placas espalhadas na cidade com dizeres como “não bata fotos”e “faça silêncio”.

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O lago Gosausee fica a 15 minutos de Hallstatt e não dá para deixar de visitá-lo quando for no vilarejo. O lago é emoldurado pelos picos da montanha Gosaukamm e pelo glaciar Dachstein. O local – assim como uma boa parte da região – me lembrou bastante a parte Oeste do Canadá por onde eu sou apaixonada. O lago possui um estacionamento pequeno – e gratuito – e a principal atração é caminhar ao seu redor apreciando sua beleza. Há também um bondinho para ir no topo da montanha vizinha mas optamos por ficar no chão mesmo, apreciando tudo aquilo. Lindo demais.

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Um outro lago que visitamos foi o lago Königssee, agora na Alemanha. O lago fica em um vilarejo de Berchtesgaden chamado de Schönau am Königsee, dentro do Berchtesgaden National Park. O passeio de barco elétrico pelas águas esmeraldas do lago até a igreja de St. Bartholomä (que só pode ser visitada de barco) é imperdível. Chegando na vila você encontra gramados largos, um biergarten enorme e muitas trilhas. Os barcos partem a cada 30 minutos e o trajeto demora 25 minutos, sendo todo narrado em alemão. No meio do trajeto o barco desliga seu motor e o piloto toca uma espécie de corneta para mostrar o eco do local. Para horários e mais informações clique aqui.

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Por fim nos aventuramos pela Grossglockner High Alpine Road. A nossa primeira parada foi na cidade de Zell am See (Áustria), onde avistamos o lago de mesmo nome e as geleiras no fundo. Depois de almoçar na cidade- que é super procurada no inverno pelas sua estação de ski – fomos dirigindo em direção ao Grossglockner High Alpine Road. Esta estrada é um parque nacional onde você dirige até encontrar as geleiras da montanha Grossglockner. Nós não havíamos pesquisado muito sobre o local e apesar de uma paisagem incrível ficamos um pouco aterrorizados com a altura da estrada (você dirige até 2,504 metros de altura). A gente só consegue ver que está tão alto quando você olha para o lado e montanha de neve está ali. Achei o passeio lindíssimo e uma grande surpresa. Vale falar que a estrada é uma passagem – que une as regiões austríacas de Caríntia e Tirol – então você pode ir por uma rota e voltar por outra. As duas cidades que são unidas pela estrada chamam-se Bruck a Heiligenblut. Destaque aqui para Heiligenblut, uma pitoresca aldeia alpina que se instalou no vale entre as montanhas de Grossglockner e é extremamente fotogênica. Você vai ver na região vários motociclistas e se você não curte curvas há um restaurante bem legal na base da montanha com um parquinho enorme para seus filhos brincarem enquanto esperam o papai aventureiro.

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E ai, vocês conheciam estes locais? Eu confesso que não tinha ouvido falar de quase nenhum deles e foi uma surpresa boa atrás da outra. Ainda tem mais 2 posts sobre a viagem, então não deixem de acompanhar os próximos posts que irão ser publicados em breve aqui no blog. Ah, e se você perdeu a parte 1 dos posts sobre a nossa viagem aos Alpes Europeus é só clicar aqui e ver como exploramos a região de Garmisch-Partenkirchen na Alemanha.

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14 Responses

  1. Carol disse:

    Oi Gaby, queria entender o porque de não poder tirar fotos, um lugar tão lindo… Alguém explicou alguma coisa?

    • Oi Carol. Então, na verdade vc pode tirar fotos de toda a cidade, mas como muita gente mora lá em algumas casas eles pedem para não fotografar – por causa da privacidade. Só quem viajou para um local popular entre chineses entende como é: eles batem foto de TUDO, não tem consciência de nada. Acho que é mais por isso que há placas em algumas casas. Algo como “respeite meu espaço” mais do que “não tire foto”. Beijos

  2. Lais disse:

    Tirar foto da placa de “não tire fotos” = ousadia das mais rebeldes hahaha! Adorei, tudo muito lindo!

    • É mesmo Lais. Sabe que eu pensei bastante se eu iria colocar a foto, mas o intuito da placa era algo como “respeite minha privacidade e não bata foto da minha casa”. Eu bati do detalhe mas não da casa como um todo. Os chineses realmente não tem noção e eles entram nos quintais e batem fotos de dentro das casas e de detalhes que os moradores acham demais. Beijos

  3. Ana Regina disse:

    Adoro seus relatos, cada linha transborda de entusiasmo. As paisagens são de tirar o fôlego!!!!

  4. Mari disse:

    Sério, estou até sem fôlego vendo as fotos, uma mais linda que a outra. Realmente, este mundo é lindo demais para deixar de conhecê-lo!
    Aguardando os próximos posts!

  5. Bruna Carnavarolo disse:

    C-A-R-A-C-A-S!
    Uma foto mais linda que a outra =D
    OBS: Thomas está sensacional!
    Bj

  6. Paty disse:

    Não conhecia também, mas pelos seus posts já estou encantada!!!!
    Parabéns pelas fotos! 😉
    E para não perder o costume: saudade de vocês!

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