Aqui não é o paraíso

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Gente, eu recebo muitas – muitas mesmo – mensagens de pessoas que estão cansadas do Brasil – seja pela falta de segurança, corrupção ou custo de vida alto com baixar qualidade de vida – e querem mudar de vida. E morar no Canadá acaba sendo uma opção. Isso porque o Canadá possui diversos programas de incentivo à imigração e é um dos países com a melhor qualidade de vida do mundo. Morar no Canadá está realmente em alta e volta e meia os veículos de comunicação do Brasil postam matérias sobre “como é bom imigrar” ou “como o Canadá recebe bem os imigrantes” ou ainda “brasileiros que enriqueceram e vivem maravilhosamente bem por aqui” (veja algumas destas reportagens aqui, aqui e aqui). Muitas pessoas vem para cá achando que de uma hora para outra tudo vai ficar lindo – eles terão um ótimo emprego, uma bela casa e viverão felizes para sempre – mas não é isso que acontece. Aqui não é o paraíso.

Eu amo a minha vida aqui e sei que eu e minha família somos privilegiados pois conseguimos alcançar muita coisa em tão pouco tempo – incluindo o tão sonhado emprego na área, a casa própria e uma ótima adaptação ao frio e aos costumes canadenses. Não dá para generalizar e achar que isso irá acontecer com todo mundo. E não dá para pensar que todos os imigrantes (mesmo que qualificados) serão bem sucedidos. Infelizmente não é assim que funciona. E vale ressaltar que nossa história teve muita ralação, muitas noites em claro trabalhando para ser o melhor que poderíamos ser, muitas lágrimas, muita decepção, muita quebra de cabeça, muita privação, muito planejamento.

Há muitas barreiras que os imigrantes se deparam quando vem para o Canadá. Em primeiro lugar temos a língua, que na minha opinião é uma grande barreira. Por mais que você fale inglês fluente na hora de se expressar – pelo menos no começo – é difícil ser tão natural em inglês do que em português. Eu senti isso por conta própria e lembro que em algumas das minhas apresentações iniciais no doutorado eu saia decepcionada pois sabia que poderia fazer melhor (se a apresentação fosse em português). Era uma sensação horrível e de frustração mesmo. Tenho a sorte de ter tido 4 anos de estudo ou “treinamento” e que esta barreira não me impediu de conseguir um emprego pois no começo da minha vida canadense eu não estava procurando por um. Uma outra barreira seria na aquisição de emprego: há sim muita concorrência por uma vaga de emprego e muitas vezes você estará concorrendo com um local que tenha a mesma qualificação que a sua (e ai, na hora da verdade será que o empregador irá contratar alguém com experiência canadense ou um recém chegado no país?). Uma outra barreira bem importante é o sistema de saúde, que é público e bem diferente do sistema privado do Brasil. Aqui não há planos de saúde para serviços médicos (mesmo que você tenha dinheiro para pagar) e todos são atendidos da mesma maneira. Os médicos não são tão pessoais com você – nada de pegar telefone do médico e ligar se seu filho está doente – e isso pode ser sim uma barreira para muitas pessoas. Uma outra barreira que eu acredito ser bem importante é o clima: se você não suporta frio como pode achar que sua vida será melhor em um país que possui pelo menos 4 meses de inverno rigoroso? Por fim, eu gostaria de citar como barreira a diferença de costumes. Já recebi muitos recados de imigrantes brasileiros que não conseguem fazer amigos (pois os canadenses são muito fechados), que não se adaptaram com a multiculturalidade de Toronto e que ficaram preocupados de terem seus filhos sendo criados com base na cultura canadense. Como disse anteriormente eu e minha família nos adaptamos muito bem e tivemos a sorte de encontrarmos canadenses maravilhosos que hoje chamamos de amigos. Mas são raros, isso posso dizer. Como vocês podem ver há várias barreiras para quem chega por aqui – isso sem contar o próprio processo de imigração, que é demorado, caro e incerto. Muitas famílias passam pelo processo e quando conseguem o cartão de residência permanente acham que “seus problemas acabaram”… quando na verdade “encontrarão muitas barreiras pelo caminho”.

Por outro lado também acho errado aquelas pessoas que só criticam o Canadá, que tiveram uma experiência ruim por aqui e acham que tudo aqui é ruim, difícil, complicado. Não dá para generalizar! Por isso para todos que me perguntam se morar no Canadá é perfeito eu digo que “não, não é perfeito… mas é muito bom”. O Canadá não é perfeito, mas é um ótimo lugar para se viver e criar uma família. Sempre que pensamos em dar um passo e fazer uma mudança na nossa vida devemos colocar na balança os prós e os contras e decidir se esta mudança valerá a pena. E gente, sempre haverá contras – nenhuma mudança terá apenas aspectos positivos, em nada na nossa vida.

Por fim, minha dica para aqueles que querem imigrar é: busquem informação sobre a cidade que vocês escolheram (seja por blogs e principalmente por empresas especializadas em imigração), escolham o melhor processo para a sua família e conheçam o lugar que vocês querem morar – se nunca vieram para Toronto antes como podem vender tudo e se mudar para cá sem saber como a vida é aqui? (isso não funciona). Vale a pena passar um tempo na cidade que vocês pretendem morar e ver se a vida lá é realmente próxima do que vocês imaginaram. Gostaram? Então é hora para aplicar para o processo de imigração. Conheço pessoas que ficaram um tempo por aqui e viram que era no Brasil que eles eram mais felizes.

No mais, desejo paciência, perseverança e sorte para todos que buscam imigrar para o Canadá. Paciência pois o processo de imigração é sim demorado. Perseverança porque você vai desanimar algumas vezes, mas tem que buscar forças e continuar se este é seu objetivo. E sorte porque ela não faz mal para ninguém! Espero que tenham gostado do post – não quis desanimar ninguém, pelo contrário, quis mostrar que com planejamento e sabendo das dificuldades o sonho de imigrar para aqueles que realmente querem é possível – e não deixem de comentar sobre o assunto.

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40 Responses

  1. Roberto disse:

    OLÁ Gaby…NĀO há naçāo perfeita..nem posso acreditar que pessoas acreditem nisso. O que faz vc escolher um país além das condições humanas e sociais , tem muito a ver com as suas características e aá característicacaracterísticas de um povo , de acordo com seus propósitos pessoais tbm.Deus abençõe vc e a sua linda família e que o Canadá fique melhor a cada ano em todos os sentidos…

  2. sue coqueiro disse:

    Parabéns, Gabi. Excelente post.

  3. Juliana disse:

    Gaby, te acompanho há muito tempo e devo te dar os meus sincero parabens pelo post! É ótimo quando um blog com tanta repercussão como o teu fale abertamente sobre esse assunto delicado. Depois que chegamos no Canadá foi bem complicado, criei muitas expectativas (creio que todos façam isso) e fiquei bem deprimida.. a saudade também é MUITO dificil de saber lidar. quando estamos no Brasil querendo logo sair tudo parece fácil.. minimizamos até os nossos sentimentos. só depois que percebemos o quanto fomos imaturos..
    Forte abraço!

  4. Candice disse:

    Olá Gaby,
    Interessante post. Engraçado que eu também recebo através do meu Facebook perguntas de como fazer para imigrar, pessoas reclamando do Brasil e falando que vão se mudar para o Canadá. Quando eu sou meio crua não recebo msg de volta, mesmo um obrigado. Hehehe
    Morando 4 anos aqui e ainda estou me adaptando e me perguntando qual direção devo tomar pro meu futuro. Me mudei de uma cidade pequena, por falta de emprego, pra Toronto, mas não consigo me adaptar aqui. Todo lugar é lotado e as pessoas te atravessam com carrinho de compras sem cerimônia, motoristas impacientes no trânsito que não querem esperar o pedestre atravessar a rua pra não perder o sinal aberto. Fazer amizade em cidade grande não é facil. Em pouco tempo onde estávamos já tínhamos amigos.
    Morando aqui vi que Toronto não vai ser meu futuro, mas só vivendo isso pra saber. E isso acaba sendo dificil pra quem está de fora. Nem sempre é possível passar uma temporada pra conhecer o lugar que quer morar, então acabasse arrumando as malas vindo com tudo.
    E eu acho que a falta da família é um ponto importantíssimo. Quantas vezes chorei e ainda choro com vontande de voltar a conviver com eles, vendo os eventos passarem através da tela do celular. Meu sobrinho me perguntou pq eu fui embora, pq eu fui morar longe deles e pra falar a verdade eu não soube responder.
    São mil pequenos pontos que temos que pesar e decidir se no final vale a pena ou não.

    • Kleber disse:

      Acho que o “turning point”, Clarice, para saber se ficamos ou não, acontece aí pelo quinto ano, assumindo que vc já esteja trabalhando e com a sua rotina, e na suas visitas ao Brasil.

      Vc coneça a sentir que há coisas lá que já não lhe agradam e as quais vc já acha difícil se adaptar.

      Isso não quer dizer que não há coisas aqui difíceis para se adaptar, é só que vc se sentei meio assim com um pé em cada país e começa a colocar essas coisas na balança.

      Se tiver filhos, a conclusão pode até vir mais cedo: hoje na adolescência, não tenho por exemplo certas preocupações de segurança que os meus irmãos têm com os meus sobrinhos quando eles saem à noite.

  5. KRJ disse:

    My two cents, Gaby.

    Experiência canadense: isso é não quer dizer necessariamente experiência numa firma canadense (empreguei-me sem ter nenhuma) mas a sua atitude dentro de ambientes de trabalho multiculturais. A “última” coisa que o canadense quer fazer é empregar alguém que tenha preconceitos de raça, orientação sexual ou religião e que vá causar mal-estar no ambiente de trabalho. O canadense detesta conflitos: então evite assuntos polêmicos nas suas conversas. Essa brigaria política que se vê nos fóruns brasileiros é mal vista aqui.

    Amizade com canadense: não são frios não. Nós é que somos precipitados em nossas amizades. A amizade aqui começa no ensino básico. Em outras palavras: leva tempo ! Foi preciso uns 5 anos para o meu vizinho canadense me convidar à casa dele apesar de já ter ter ido à minha. Mas tem uma coisa, uma vez que a amizade se forma, ela se mantém. Então não confundam colega de trabalho com amigo. Para o canadense, essas são coisas bem “distintas”. Assitam “About Schmidt” com o Jack Nicholson para entender que colega de trabalho na América do Norte é o que é: um colega.

  6. Alexei disse:

    Olá, Gaby…
    Mais do que nunca, você está demonstrando que se preocupa com seus leitores e que tem consciência de que a sua história não representa uma regra. Você está aqui falando sobre a “sua” vida, e jamais afirmando que essa vida que você leva será a que qualquer novo imigrante terá por aqui.
    Não podemos fechar os olhos ao fato de que existe um “sonho canadense” inventado de rápida e fácil prosperidade financeira e material que está levando muitos brasileiros a querer vender tudo o que têm em vir para cá. Parece haver um clima muito grande de desespero e desesperança no Brasil e as pessoas querem se agarrar a qualquer “sonho”. É preciso sempre ter os pés no chão… Não estou aqui dizendo para que ninguém venha, mas que venham com planejamento e consciência do que poderão encontrar por aqui para não se decepcionarem.
    Há diversos sonhos canadenses em jogo porque cada pessoa é um universo. Há quem simplesmente sonhe em viver sua própria verdade sem tanto medo de discriminações ou mesmo agressões mais sérias (como por exemplo a população LGBT, ou pessoas que são perseguidas de alguma forma por sua religião).
    É bom lembrar que há muita gente fazendo um bom dinheiro com o “sonho canadense”, mas que não vai ajudar ninguém quando alguma coisa der errado. É preciso ter muito cuidado.
    Quando eu tinha meu canal “Vida Que Segue Canadá” no YouTube, tentei ao máximo mostrar uma visão crítica que fizesse as pessoas pelo menos refletirem sobre a imigração com os pés no chão. Recebi ataques, pois o desespero é tão grande que algumas pessoas simplesmente não aceitam uma mensagem que não entendam como completamente positiva e encorajadora. A propósito, a venda de sonho canadense está tão em alta no YouTube que eu simplesmente desisti desse formato. Há pessoas demais e informações imprecisas demais.
    Tenho muito medo por essas pessoas que, mais do que vender tudo para vir para cá, apostam num College para obter a residência permanente e trazem a família. Elas vêm certas de que conseguirão, mas essa via é cara e completamente incerta. Admiro essas pessoas. Mas não seguiria esse caminho. Imagine o que é ter de voltar para o Brasil sem as economias e tendo de enfrentar uma readaptação complicada… sobretudo para uma criança.
    Devo te dar parabéns mil vezes! Há muitas outras pessoas que mostram uma vida que pode induzir pessoas a pensar que aqui é fácil para qualquer um mas por qualquer razão não demonstram essa consciência e essa preocupação com os leitores. Este post é seguramente um dos mais importantes do seu blog, senão o mais importante.

    • Paulo Lima disse:

      Olá Alexei

      Eu estava cogitando imigrar para o canada através do College (E estou nessa situação com mulher e duas filhas pequenas) , você disse que não seguiria esse caminho. Qual alternativa você poderia sugerir?

      Grande abraço

      • Aguarde pois estarei escrevendo em breve sobre uma empresa que é ótima e pode te ajudar nisso. Eu sugiro você procurar alguém que seja expert no assunto e possa te ajudar (analisando seu perfil, etc)

      • Alexei disse:

        Paulo, desculpe a demora. Mas sugiro que o college seja apenas a última cartada após esgotadas todas as possibilidades de receber a residência permanente ainda no Brasil. Há muitas possibilidades e geralmente somos bombardeados por propaganda de consultorias que querem faturar com os caminhos mais fáceis num primeiro momento mas muito mais instáveis lá na frente. College não te garante NADA de emprego nem possibilidade de ficar aqui para sempre.

    • Juliana disse:

      Alexei, concordo com tudo que disseste. Inclusive acompanhava e gostava muito do teu canal. Porém uma ressalva, nem todos que vem ao Canadá com filho(s) desconhecem os riscos. No nosso caso, viemos sim com um filho pequeno (3 anos) acompanhando meu marido que esta cursando uma pós no qual almejava ha muito tempo.

      Sabemos de todos os riscos e decidimos encarar e ver no que dá. ao menos, se tivermos que voltar, teremos uma experiencia internacional muito válida. O que realmente nao concordo é em ver o quanto disseminam informações mentirosas por aí.. pessoas influenciadoras de opiniao dizendo que o inverno nao tem “incoveniente” ou demonstrando o quanto é facil conseguir empregos.. etc. Enfim, você sabe que esses vlogs existem e é lamentável alguem nao saber discernir realidade x mentiras.

      • Alexei disse:

        Quando você está consciente de que há o risco e se dispõe a enfrentá-lo como é, inclusive com os possíveis efeitos colaterais (queda de padrão de vida), está tudo certo, Juliana. Mas fico pensando numa criança adaptada à vida daqui onde criança é rei tendo que voltar ao Brasil e encarar coisas que aqui seriam pura lei da selva…

  7. Luiza Ferro disse:

    Oi Gaby, nossa que transmissão de pensamento a nossa, sinto que você colocou em palavras tudo o que eu relatei em vídeo semana passada sobre o meu primeiro mês no Canadá. Acha tão importante a gente falar sobre as dificuldades porque o que vejo são milhares de pessoas no Brasil iludidas com a vida por aqui. Texto maravilhoso, obrigada por compartilhar! Beijo

  8. Lais disse:

    Excelente post Gaby!!!

  9. Anderson disse:

    Belo Post Gaby. Uma pequena errata. Existe sim planos de saúde privados. Algumas empresas privadas oferecem o OHIP ALTERNATIVE no qual vc tb tem a opção de selecionar pacotes com serviços extras caso tenha interesse. 🙂

    • Olá Anderson. Sim, eu sei que existem planos de saúde privado, mas não para “serviços médicos” como escrevi. Eu mesma tenho um plano privado e ele me dá direito a medicamentos, fisioterapia, dentista, psicólogo, nutricionista, quarto semi-privado ou privado quando internada em hospital entre outras coisas. Mas o plano não me dá prioridade de atendimento médico, não vai me dar a possibilidade de fazer uma cirurgia ou ver um especialista por conta própria como fazemos no Brasil. O plano privado aqui é complementar e a saúde básica (médico de família, tratamento e especialista) é sim pública. Obrigada pela visita ao blog

  10. Gorete disse:

    Oi Gabi.. adoreiiii a forma na qual coloca suas palavras… Achei muito interessante e ao mesmo tempo incentivador… Em nenum momento me vi em sua postagem desânimo e sim persistência, planejamento e paciência.. gostaria muito de migrar para o Canadá… Tenho amigos em Toronto, porém vi que o custo é muito caro e neste momento da minha vida não tenho os valores a disposição…Gostei bastante do seu post, e desejo a vc é a todos que migraram, muita sorte, muita luz e que não desistam, nada na vida vem de graça e nem tão fácil, o sucesso muitas vezes vem sempre depois de uma derrota… Felicidades a todos…
    Vou continuar acompanhando suas postagens..
    Abraços e muita luz…

  11. Mayra B. disse:

    Uau, que post! E não, para quem está sério no objetivo e está se planejando, esse post não desanima em nada! Pelo contrário, apenas reforça positivamente a decisão tomada!
    Obrigada por sempre continuar com o blog! Mudei de ideia em relação ao país que vou imigrar, mas não deixo nunca de ler seu blog! Bjs!

  12. Dina disse:

    Gaby, acompanho seus posts a tempos, mas nesse vc conseguiu empressar o sentimento d muitos d nos recém chegados (-1ano, sem PR..) eu ainda vivo a angústia d não tem o inglês fluente, aff tem q ser resiliente viu?!? Mas foi a nossa escolha e ainda é muito cedo p desistir, aliás com todos os desafios, desistir não está em nosso planejamento 😊 Temos muito trabalho, esforço e otimismo pela frente…respirando fundo, pegando fôlego e “go ahead” 🙏😘 obrigada pelo texto!

  13. ValescaS. disse:

    Muito bom Gaby. Esse post é muito valido! Acrescentaria que existem outras caracteristicas fundamentais para quem gostaria de se adaptar a enorme diferença cultural do Canada. A resiliencia, o respeito/tolerancia a diversidade e “a capacidade de pertencer/blend in” (sair da zona de conforto, acreditem conheço muita gente que ainda vive em uma bolha brasileira em TO) sao fundamentais na minha opiniao. Aqui a gente se reinventa e se redescobre como uma nova pessoa e profissional todos os dias. Depois de quase 7 anos aqui e olhando para tras tenho muito orgulho de ver o quanto evolui, da vida que construi e das muitas e variadas amizades que tenho!

  14. paulapgmello disse:

    Gaby,

    Acompanho teu blog há muito tempo e não posso deixar de comentar esse texto. Concordo em gênero, número é grau. Marido e eu acabamos de receber nossa COPR e estamos de partida dia 25/12 pra Toronto. Nosso processo de imigração, desde o IELTs, durou um ano e só aconteceu depois de passarmos três meses na cidade e nos apaixonarmos perdidamente por ela. Toronto não é do tipo “amor a primeira vista”, então esse tempo foi realmente importante pra nós e cada centavo valeu a pena.
    Hoje, não so estamos mais seguros, mas temos amigos na cidade, nosso inglês está muito melhor e continuamos pesquisando feito loucos. Nunca achamos que estamos preparados o suficiente, mesmo já tendo noção de onde morar, como buscar emprego… na hora da verdade, tudo é diferente. E muita gente simplesmente nao consegue entender isso, acha que imigrar é viagem de férias, joga a vida toda pro alto e muitas vezes leva os filhos pra outro país sem ter a menor ideia do que esperar.
    Enfim… Parabéns pelo excelente texto e pelo belo trabalho no Blog! Em breve seremos vizinhas 🙂

    • Concordo com vc, Toronto não é apaixonante no começo (na primeira vez que vim para cá eu não gostei). Mas com o tempo a gente aprende a amar (muito). Obrigada pelo recado e pela visita ao blog e boa viagem!

  15. Ana Carolina Costa disse:

    Posts assim são importantes mesmo, Gaby! Morar fora requer muita perseverança … Ainda mais com um processo de imigração como o do Canadá. Olhando para trás, acho que nos sentimos orgulhosos e mais confiantes quando passamos por um desafio assim. Eu e meu marido fomos a Toronto no começo do ano para “testar” o frio e conhecer a cidade. Alugamos casa, fomos ao supermercado, usamos transporte público… Tentamos ao máximo fazer a vida mais parecida com a que teríamos se morássemos aí. E no final da viagem, foi difícil fazer o balanço. Achamos Toronto meio suja, feia em certos pontos… Me senti insegura em alguns momentos e fiquei meio decepcionada. Como já mencionei, moramos em Florianópolis e nossa vida aqui é bem “fácil”. Nosso trabalho fica a poucos minutos de nossa casa, podemos ir de bike, ônibus ou caminhando, a ilha é linda (como sabes) e, sinceramente, não temos o que reclamar. Mas quando pensamos logo ali na frente, quando tivermos nossos filhos, quando ficarmos mais velhos… Vai ser fácil assim?

    Imigrar ainda é nosso plano. Que nesse combo de paciência, perseverança e sorte juntemos também a coragem e logo possamos chegar aí também!

    Beijos,
    Ana

    • Ola Ana Carolina. Acho que vc e seu marido fizeram a coisa certa pois vieram para cá para “testar a vida em Toronto” (como vc mesma disse). E pelo que li você colocou na balança e viu que a cidade não é para vcs. Eu sou de Florianópolis e morei minha vida toda na Ilha – exceto 1 ano em SP – e eu já achava minha vida em Floripa bem complicada: transito, insegurança, poucas opções de cultura, nos momentos que poderia relaxar (feriados, etc) a cidade estava lotada… pra mim a cidade não era onde eu queria viver, e isso sem pensar nos filhos. Por isso acho importante cada um colocar na sua balança e ver o que é melhor para vc e sua família.
      Adorei seu comentário. Obrigada por compartilhar sua opinião.
      Beijos

      • Ana Carolina Costa disse:

        Verdade Gaby… Infelizmente a insegurança e falta de opção nos fazem ser “obrigados” a sair daqui! E as pequenas coisas do dia a dia que vão nos desestimulando pouco a pouco…

        Gostamos de estar pertinho de Toronto mas amamos mesmo as cidades ao redor como Burlington, Hamilton e Mississauga! Hehe… Estes são nossos destinos principais 😉

        Aproveitem as férias por aqui e tragam casaquinhos: vento “suli” tá tinhoso!

        Beijos,
        Ana.

  16. Trindade disse:

    Ola Gaby, gostei muito de seu blog. Estou indo para Toronto em janeiro por duas semanas, intercâmbio de inglês, aí conheci seu blog. Atualmente eu e minha esposa somos funcionários públicos. Pelo que vi você faz doutorado aí. Sou formado em física, com pos-doutorado. Gostaria de saber se é possível e interessante ser professor no Canadá? E como você é da área de saúde, gostaria de saber se é fácil de minha esposa conseguir um emprego? Ela é enfermeira pela PUC. Há, e por último, recomenda que eu leve roupa ou compre ai em janeiro? Espero que possa responder. Muito obrigado.

    • Ola Trindade. Eu já fiz doutorado e acabei em 2014.
      Sobre sua pergunta é muito difícil responder pois não sei o nível de ingles dela, o CV, a experiência… e tem tbem que ver se tem uma universidade com alguma vaga aberta. Vale citar que a a’rea acadêmica é bem concorrida.
      Sobre roupas de inverno há vários posts: procure por “o que vestir no inverno” e “arrumando mala para cada mês” que eu explico certinho.

  17. Adri disse:

    Falou super bem Gaby! Vou até compartilhar o seu post na minha página! Grande engano pensar que tudo são flores e todo mundo se dá bem aqui.
    Beijoo
    Adri

  18. Gabriela disse:

    Concordo com você Gaby, tenho planos de fazer college em Toronto em 2019, e acho muito importante posts como esse, pois a maioria das pessoas acham que irão para o Canada e logo de cara serão bem sucedidos e terão vida de Rei (na verdade no começo eu também achava que tudo seria flores haha) mas a realidade é bem diferente, e posts assim nos ajuda a colocar os pés no chão e sermos mais racionais do que emocionais com nossos planejamentos.

    Obrigada por compartilhas tantas coisas legais conosco!

    Amo seus posts 🙂

    Bjs Gabi

  1. 10/01/2017

    […] padrão de vida e educação… mas, depois de viver aqui por quase 7 anos a gente aprende que aqui não é o paraíso. Deixa eu tentar explicar: eu amo a minha vida aqui (acho que dá para perceber quando você lê os […]

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