Disney com criança de menos de 1 ano: minha experiência e dicas de como aproveitar e fazer sua viagem valer a pena

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No início do mês levamos o Thomas para a Disney pela primeira vez. Eu já sabia que levar um bebê tão pequeno para um local tão cheio e quente seria desafiador, mas confesso que foi muito mais difícil do que eu imaginava. Ele só tem 7 meses e ainda é acostumado com uma rotina tranquila, muitos naps durante o dia e nunca tinha sentido muito calor. A Disney estava lotada e o clima estava super quente; além disso, mesmo que você vá a poucas atrações a rotina de visitar parques é super agitada e, na minha opinião, não é o ideal para alguém tão pequeno. Apesar de todo o desafio de manter o Thomas fresquinho com um calor de 40 graus, fazer ele dormir depois de tanto estímulo e ter certeza que ele estaria bem alimentado passando o dia todo fora eu posso dizer que valeu a pena. Digo que valeu a pena pois eu curti bastante e para mim, como mãe, foi especial voltar para um lugar tão especial com meu filho nos braços. Estávamos com familiares e foi inesquecível passar por vários momentos – e apertos – junto com eles. Mas vamos combinar que levar um bebê tão pequeno para um lugar tão cheio não é tarefa fácil e nós (pais) vamos por nós muito mais do que por nossos filhos (isto é, são os pais que querem ir e idealizam a viagem). Thomas não vai lembrar de nada e para ele estar em um lugar menos agitado seria bem melhor… mas eu e meu marido teremos esta memória para o resto das nossas vidas – juntamente com nossos familiares – e isso para mim fez valer muito a pena. Além disso, eu posso dizer que hoje sou uma mãe mais completa pois se eu sobrevivi ao agito da Disney eu sei que consigo aguentar muitas outras coisas.

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Tenho certeza que assim como nós muitos pais tem a intenção de visitar os parques da Disney com seus bebês. Se você me perguntar se eu iria novamente com um bebê tão pequeno eu não sei ao certo qual seria minha resposta – mas certamente seria sim se eu levasse em consideração todos os momentos especiais que passamos por lá. Eu confesso para vocês que se soubesse que seria tão desafiador/quente/cheio/cansativo eu teria esperado mais um pouco para levar o Thomas, pois não é uma viagem barata e eu fiquei super cansada e tensa todos os dias, com medo de que Thomas não estivesse bem. Mas, como escrevi acima, no geral valeu a pena e temos momentos inesquecíveis juntos com nossa família, momentos esses que cansaço nenhum iria estragar. Thomas estava com os primos, os padrinhos e a avó e quando ele crescer very irei mostrar as fotos e contar para ele cada detalhe – incluindo os apuros – que vivemos nestes dias.  

Abaixo resolvi escrever algumas dicas de como aproveitar e fazer sua viagem à Disney com bebê valer a pena. Espero que as dicas sejam úteis e não deixem de comentar as suas experiências caso vocês também tenham ido para lá com bebês.

Fique hospedado em casas e não hotéis

Minha primeira dica é que você alugue uma casa para hospedar-se pois assim você terá uma cozinha equipada para preparar os alimentos que seu filho precisa, máquina para lavar roupas e espaço para poder ficar mais tranquila. Nas outras vezes que fomos à Disney ficamos em hotéis e apesar de não termos o Thomas ainda eu lembro que sentia que as coisas não estavam organizadas (fico só imaginando se tivéssemos que ficar em um hotel agora com filho). Nós ficamos hospedados no The Fountains at Champions Gate, uma vila de townhomes que fica a 15-20 minutos dos parques da Disney e é ótima, super equipada e com preço justo (a foto abaixo é do local que ficamos). Vale falar que a região – Champions Gate –
e cheia de condomínios de casas para alugar.

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Planeje bem seus dias e use seus FastPasses com inteligência

Não dá para achar que você vai em todas as atrações e conseguirá ir em mais de 1 parque por dia com bebê. Simplesmente não dá. O Thomas é um amor de bebê e quase não incomoda, mas você tem que dar comida, trocar a fralda várias vezes, fazer dormir e esperar o sol baixar para sair andando com a criança. Tudo isso consome muito tempo. Além disso nas filas da Disney não é permitido carrinhos de bebê, então ficar segurando seu bebê de 12 kg por 1h na fila não é algo que eu considere divertido. E ele também não curte – se cansa de ficar na mesma posição por tanto tempo. O que fazíamos era marcar 3 atrações baby-friendly usando os 3 FastPasses que tínhamos e era isso. Marcamos as atrações com um bom intervalo entre elas caso fosse necessário comer ou trocar a fralda. Se o Thomas se comportasse bem a gente acrescentava mais uma atração – caso não tivesse muita fila. Vale falar que depois de resgatar os 3 FastPasses iniciais você pode selecionar mais uma atração em um dos quiosques do parque ou no seu dispositivo móvel.

Eu pesquisei quais rides são apropriadas para bebês e achei muito informação em um website chamado Have Baby Will Travel: clique aqui para informações sobre o Magic Kingdom, aqui para Animal Kingdom, aqui para Epcot e aqui para Hollywood Studios. A foto abaixo bati do Thomas enquanto estávamos no brinquedo do Pooh (ele ficou bem sério durante o percurso mas não chorou, então acho que curtiu).

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Não fique o dia inteiro no parque

Os ingressos da Disney não são baratos e a alta do dólar faz a viagem toda ser bem cara. Com isso, muitas pessoas acabam tendo a idéia de que devem ficar o dia inteiro no parque para fazer valer o dinheiro gasto. Esta idéia pode até ser verdade quando você vai sem filhos, mas com crianças – especialmente bebês – a coisa muda um pouco. O Thomas não aguentava ficar o dia inteiro no parque (nem nós), então optamos por ir no final do dia quando fomos ver os fogos e ir cedo e sair cedo nos outros dias. Por mais que a gente pense que os bebês vão aguentar no final do dia eles vão ficando irritados e cansados, é muito para eles na minha opinião. E aqui novamente vem o fato de ficar em uma casa e poder descansar (quando não estiver nos parques) em um lugar espaçoso e não em um quarto pequeno de hotel.

Localize os Baby Care Centers e visite-os várias vezes

Pesquisando na internet sobre ir para a Disney com bebês todos os sites davam a mesma dica: localize os Baby Care Centers e use-os. Estes são locais calmos com trocadores, salas privadas para amamentação, poltronas de amamentação, área de recreação para irmãos mais velhos esperarem, cozinha completa para preparar a comida do seu bebê ou aquecer o alimento e lojinha com itens básicos (incluindo remédios) para você comprar caso esqueça de algo. São verdadeiros santuários para as mamães e eu relaxava quando entrava lá pois o lugar é muito limpo e calmo – Thomas dormia na hora, era incrível. A parte ruim: há somente um Baby Care Center em cada parque, então às vezes você está em um outro lado do parque e fica difícil caminhar tudo novamente só para trocar uma fralda (ai você acaba usando o banheiro comum, que tem trocador). Clique aqui e saiba mais sobre estes locais.

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Pausa para as refeições

Nas outras vezes que fui para a Disney lembro que não queria parar, sentar e almoçar com calma – minha opinião na época era “tempo perdido”. Eu comia rapidamente um hamburguer e estava pronta para continuar a explorar os parques. Mas estando com crianças tudo muda e uma pausa em um restaurante fresquinho é essencial para o bebê e principalmente para os pais, que estão exaustos e precisam se alimentar bem. Nós sempre almoçávamos bem e isso fez a diferença. Não deixe de incluir no seu roteiro algumas horas para o almoço.

Traga o seu carrinho e um baby carrier ou sling

Você pode alugar carrinhos de bebê tanto nos parques da Disney quanto na Disney Springs (antiga Downtown Disney). O valor do aluguel é US$15 por dia e você tem que dar um depósito de US$100 (que depois é retornado para você ao devolver o carrinho). Clique aqui e veja mais informações sobre aluguel de carrinhos. Eu não acho que vale a pena alugar carrinhos na Disney e minha opinião não tem nada a ver com o preço. O que acontece é que os carrinhos da Disney são duros e desconfortáveis então dificilmente seu bebê irá cair no sono nele. Ainda, eu fico pensando no número de pessoas que visita a Disney e no número de crianças que utiliza os carrinhos alugados e em toda a sujeira envolvida. Por fim, eu uso bastante o carrinho no aeroporto então já que tenho que levar de qualquer maneira para a viagem não custa utilizar nos parques também. Abaixo a foto de um dos carrinhos que são alugados na Disney (e quando você for vai notar que o aluguel é bem popular entre os visitantes pois há muitos carrinhos espalhados pelos parques).

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Conforme falei anteriormente nas filas da Disney não é permitido carrinhos de bebê, então é fundamental que você traga algum baby carrier ou sling (canguru como é chamado ai no Brasil) para poder ficar nas filas mais tranquilamente (se isso é possível). Perto das atrações você irá encontrar “estacionamento de carrinhos” e você deverá deixar seu carrinho lá – não esqueça de tirar todos os pertences valiosos.

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Use o “rider switch option” para você também aproveitar algumas atrações

O rider switch option é um serviço disponível em algumas atrações dos parques da Disney para quando uma criança não preenche o requisito de altura ou uma pessoa não quer ir na atração. Nesse serviço uma pessoa pode usufruir da atração enquanto a outra espera com a criança e depois esta pessoa que estava esperando pode ir na atração sem ter que esperar na fila. Nós não precisamos usar este serviço pois quase não fomos em atrações mais radicais e estávamos em um grupo grande, mas é uma ótima opção se você também quer curtir os parques e não ir somente nas atrações para bebês.

Respeite os naps do seu filho, na medida do possível

O Thomas é uma criança muito tranquila e feliz, mas se ele não tirar os cochilos dele ele pode se tornar bem chato. Por isso eu organizava meu dia no parque sempre incluindo uma soneca do Thomas. Claro que a rotina dele ficou toda alterada, mas dá sim para planejar e, por exemplo, ir amamentar em um dos quartos do Baby Center (foto) ou buscar uma sombra calma para colocar o carrinho do bebê. Tudo na Disney envolve muito estímulo visual e auditivo e é um desafio fazer seu bebê dormir, mas nós mães sabemos que chega um ponto que o sono vence e é nesse momento que você deve parar tudo e focar em fazer seu filho dormir. Depois de um bom cochilo o Thomas estava renovado e podíamos continuar curtindo os parques.

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Não esqueça de alguns itens que parecem não ser tão essenciais

Quando pensamos no que levar para nossos bebês certamente as primeiras coisas que vem na cabeça são fraldas e comida. Obviamente você deve trazer tudo isso – embora nos Baby Centers você possa comprar fraldas e papinhas caso tenha calculado errado e trazido menos – mas há outros itens que na minha opinião são fundamentais. Entre eles: capa de chuva para o carrinho, protetor solar de bebê, casaco (as lojas e brinquedos tem ar condicionado ligado no modo polar), lenços para limpar chupeta e brinquedos (eles vão cair muitas vezes no chão e nem sempre você irá encontrar uma torneira para lavar), roupas extra (eu levava 3-4 mudas e cheguei a trocar 2x em um mesmo dia) e uma coberta de tecido fino (para proteger do sol excessivo e também cobrir seu bebê quando o ar condicionado for frio demais). É importante que você esteja preparado para o calor e para a chuva. Vale falar que compramos um ventilador de carrinho (foto abaixo) que, apesar de não ser tão potente, refrescou o Thomas nos dias que pegamos 40C (além de entreter ele). Compramos em um Baby Center e pagamos US$12.

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Esteja pronto para mudar seus planos a qualquer momento

Acho que esta dica serve para qualquer passeio com seu filho pois bebês são imprevisíveis e nunca sabemos se eles vão chorar sem parar ou se gostar de algum lugar, por exemplo. Você pode planejar seu dia certinho, minuto a minuto, mas ai seu bebê começa a ficar irritado ou passar mal, e não tem jeito, você terá que mudar seus planos e algumas vezes até voltar para o hotel. Acho que os pais que viajam com bebês devem ter sempre a mente aberta e saber que é tudo bem se algo não der certo e se os planos planejados durante meses mudem. Faz parte! O importante é sempre colocar o bem-estar do seu filho em primeiro lugar… esta é a minha opinião.

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E ai, gostaram das dicas? Incluiriam mais alguma? Não deixem de comentar sua experiência ou o que vocês incluiriam/retirariam da lista. Eu realmente estou curiosa para ver a opinião de vocês neste assunto. Obrigada a todos e até o próximo post.

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8 Responses

  1. Debora Brazil disse:

    Oi Gaby!

    Conheci seu blog hoje e estou muito feliz por isso!
    Sabe que já devo ter lido uns 20 posts de tão bons! Considere como um grande elogio, parabéns querida pelo blog.
    Desde muito tempo quero conhecer o Canadá. Alguns anos atrás, até já pensei em me mudar e estava procurando informações e blogs legais quando cheguei aqui.
    😉
    Seu bebê é lindo demais!!! Que rostinho meigo e doce, todo seu esforço para tê-lo valeu a pena neh Gabi.

    Um super beijo e sigo aqui como nova leitora.

    Quem fala é Debi do blog: http://www.deborabrazil.com.br

  2. Helena Mendes Constante disse:

    Era uma vez um bebê chamado Thomas que parecia muito com seu pai Juliano…pois é… esse bebê hoje não se parece NADA com o Ju. Gente do céu! O rosto dele quando sorri é algo contagiante Gaby! Lindo lindo lindo! Amei ler o post.. fazia um tempo que eu não lia, confesso. Sds da Disney =(

  3. Elisa disse:

    Oiii Gaby,
    Adorei as dicas e apesar de eu não ter filhos ainda, já estão todas anotadas hehehe
    Queria te perguntar uma coisa, não relacionada ao post.. mas que tem tudo a ver com Toronto.
    Estou indo com a minha família no meio de julho para ficar 4 dias em Toronto.
    Eu já conheço a cidade e também já fui em Niagara Falls.. mas não fiz o passeio das Mil Ilhas… ai estou em dúvida na escolha.. já que o tempo é corrido e não dá para fazer os dois. Qual dos passeios você acha que seria mais proveitoso, no quesito custo/benefício, o das Mil Ilhas (sendo que faríamos com alguma excursão de chinês bate e volta, naquele esquema apressado) ou o de Niagara Falls (alugaríamos um carro, sem pressa e ainda pararíamos em Niagara on the Lake para conhecer)?
    Obrigada!
    PS: o Thomas está tão grande e lindo!

  4. Simone Silva disse:

    Ótimas dicas Gaby!
    Meus meninos já têm 4quase5 e 2 anos, então acredito que será mais fácil quando formos. Para os muito pequenos, sling é essencial! Amava!
    Mas diz uma coisa… como se concentrar na leitura com tanta foto transbordando fofura?? 🙂 O Thomas demonstra calma e alegria… lindo de ver!
    Beijos!

    • É mesmo Simone, com crianças maiores é muito mais fácil – estávamos com nossa afilhada de 4 anos e ela curtiu muito, foi bem mais tranquilo. E além do mais com esta idade eles já entendem tudo e ainda acreditam em toda a magia, então é maravilhoso.
      Obrigada pelo recado: Thomas é extremamente alegre (ri até quando está chorando hehehehe) mas muito agitado, não pára quieto. Beijos

  1. 17/12/2016

    […] 6. Disney com criança de menos de 1 ano […]

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