Roadtrip Yellowstone Parte 5: passeios próximos do parque (Devil’s Tower e Mt Rushmore)

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A vantagem de fazer uma roadtrip é que você não precisa escolher um destino somente e pode explorar a região toda. Enquanto planejávamos nossa viagem para o Yellowstone dois lugares apareceram e nos chamaram a atenção: Devil’s Tower (traduzindo “Torre do Diabo”) e o Monte Rushmore (aquele famoso com a cara de 4 presidentes Americanos). Eu, que adoro atrações diferentes, não poderia perder e lá fomos nós visitar estas duas atrações.

Vale falar que para irmos nestas atrações saímos pela Entrada Leste do Yellowstone, que é a área próxima ao Lago Yellowstone (que possui 350 km2). Não perdemos muito tempo nesta parte do parque porque aqui no Canadá tem muitos lagos e não é uma natureza muito diferente do que somos acostumados (então acabamos só passando de carro). Abaixo uma fotinho só para registrar.

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Devil’s Tower

O Devil’s Tower fica localizado no estado de Wyoming, quase 600km da entrada leste do Yellowstone. É conhecida principalmente por dois motivos. O primeiro deles é que a Devil’s Tower é o primeiro monumento nacional dos Estados Unidos. Monumentos nacionais, assim como parques nacionais são áreas protegidas pelo governo. A diferença está no fato de que, no caso dos monumentos nacionais, o presidente dos Estados Unidos pode declarar a área “monumento” sem a aprovação do Congresso. O segundo motivo é que foi ali que Steven Spielberg gravou em 1977 o famoso Contatos Imediatos de Terceiro Grau (e não haveria melhor set para filmar este filme, que conta a história de Roy Neary, um eletricista cuja vida muda depois dele ter um encontro com um objeto voador não identificado).

A Devil’s Tower impressiona e sobe dramaticamente 386 metros acima da área ao seu redor (1559 metros acima do nível do mar). A largura da torre também impressiona: 305 metros. A torre – cuja área total é de 1.5 hectares – é uma formação vulcânica que surgiu a cerca de 50 milhões de anos atrás, quando o magma derretido entrou em contato com rochas sedimentares acima dele e esfriou-se em colunas hexagonais (facilmente percebidas na torre). Milhões de anos passaram-se e a erosão expôs a torre. Essa explicação está em um mapa que você ganha ao chegar no parque, mas é bem difícil entender toda esta explicação geológica (pelo menos para mim): como essa montanha rochosa vulcância surgiu “do nada” e em um lugar relativamente plano?

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A torre é também conhecido pelas nações indígenas como “Bear Lodge” ou “A Casa do Urso” e é considerada um lugar sagrado para várias culturas. Diz a lenda que 8 irmãos estavam brincando na região, 7 meninas e 1 menino. De repente, o menino virou urso e as irmãs ficaram aterrorizadas e começaram a correr – e o urso/irmão correu atrás delas. Elas então subiram em um toco de árvore e pediram proteção, a árvore falou com elas (algo assim) e começou a crescer até o céu (formando a torre)… e as 7 irmãs viraram estrelas de Pleiades (também conhecidas como 7 irmãs ou M45). As ranhuras da grande torre surgiram pois o urso arranhou toda a árvore, tentando subir para pegá-las. Você vai ver que na trilha ao redor da torre há várias oferendas indígenas espalhadas.

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O local é popular entre os alpinistas e mais de 5000 vão todo o ano para Devil’s Tower afim de subir a torre. Achei incrível saber que há 220 rotas diferentes para subi-la. A primeira subida aconteceu no dia 4 de julho de 1893. Depois desta data o lugar ficou popular para celebrar o 4 de Julho (picnic anual + escaladas).

Para saber quando você for visitar o local:

**A entrada custa $10 por automóvel. Você consegue ver a torre de fora do parque e, tecnicamente, não precisa pagar este valor. Mas eu recomendo ir pertinho e caminhar ao redor da torre, pois é fantástico.

**Cachorros são proibidos na trilha ao redor da torre, mas podem entrar no parque e passear pelo estacionamento.

**A Tower Trail é uma trilha de 2km que passa ao redor da torre. Vale a pena fazer parte do trajeto (não fizemos inteiro por falta de tempo, mas se você tiver tempo e disposição faça). Um pouquinho de história: o acesso a Devil’s Tower bem como a Tower Trail foram feitos durante a Grande Depressão de 1930, quando vários cidadãos ficaram acampados ao redor do local.

**Ficamos 2 horas na Devil’s Tower, caminhando, batendo fotos e curtindo a natureza e o ar fresco. Achei o tempo suficiente.

**O ideal é visitar no final da tarde, quando a luz do sol bate na torre e a deixa laranja… nós tivemos 2 grandes momentos na Devil’s Tower: um quando chegamos (pois a estrutura e suas coluna impressionam) e um quando o sol começou a se pôr e a torre ficou laranja, linda demais. Se vocês notarem as fotos cada um tem uma luz e uma cor diferente… isso porque no final de tarde (quando fomos) uma parte da torre estava escura e outra parte recebendo sol.

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**Uma atração a parte na Devil’s Tower são os black-tailed prairie dogs (em português cão de pradaria) um tipo de roedor bem comum nos USA que vive em comunidade perto da entrada da torre. Gente, eles são demais e perdemos alguns bons minutos os observando e batendo fotos. Jojoe ficou MA-LU-CO no carro. É recomendado que os visitantes não se aproximem nem alimentem os animais, que podem morder.

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**Maiores informações sobre a Devil’s Tower clique aqui.

Mount Rushmore

O Monte Rushmore é um monte no estado americano South Dakota aonde estão esculpidos os rostos de 4 Presidentes dos Estados Unidos: George Washington (o primeiro presidente dos EUA), Thomas Jefferson (o autor da declaração da independência americana), Theodore Roosevelt (conduziu os USA durante a depressão e segunda guerra mundial e conquistou a tão sonhada liberdade de expressão do povo americano), e Abraham Lincoln (presidente que lutou pela paz do país durante toda guerra civil). A idéia inicial de “esculpir” o Monte Rushmore surgiu em 1923 com o intuito de aumentar o turismo na região. Pensou-se inicialmente em esculpir rostos de figuras famosas do Oeste, mas o pintor e escultor Gutzon Borglum (responsável pela obra) disse que o ideal seria esculpir figuras importantes para todo o país.

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O projeto levou quase 30 anos para ficar pronto e envolveu 400 trabalhadores. Vocês acreditam que 90% do trabalho foi feito com dinamites? Em resumo, Borglum fez uma réplica do monte (16 vezes menor – que está exposta no memorial) e tinha conhecimento de quanto de dinamite deveria ser colocado em cada ponto do monte para alcançar o objetivo final. Cerca de 450 mil toneladas de rochas foram retiradas do monte para esculpir as faces. Vale destacar que dentro do memorial há um sala aonde você pode assistir um vídeo com a história da construção do monumento, incluindo cenas super legais da época.

Para saber quando você for visitar o local:

**A entrada ao monumento é gratuita mas o estacionamento custa $11 por veículo e tem validade de 1 ano. Vale a pena entrar e gastar 1 horinha no local, que é super organizado como todos os monumentos americanos.

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**Animais domésticos não são permitidos no monumento mas podem entrar e ficar no estacionamento. Há também duas áreas verdes para que os animais se exercitem.

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**O memorial possui trilhas, museu, o cinema que falei, lojas e dois terraços/mirantes para que você tenha uma ótima vista do Monte. Porém, se você estiver com pressa ou não quiser gastar $10, a estrada que passa perto do monte é ótima de dará ótimas vistas (até porque a região ao redor do monte é linda – Black Hills – e vale a pena ser explorada).

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**Falando na estrada que leva ao memorial, há uma rodovia paralela chamada Iron Mountain Road, que foi construída para que os visitantes usufruíssem do lindo cenário das Black Hills. A estrada possui túneis, mirantes e pontes. Vale o passeio se você estiver com tempo e você vai ver a imagem abaixo (do perfil de George Washington).

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**Se entrar no memorial, não deixe de visitar o Sculptor’s Studio (estúdio do escultor), estúdio usado por Borglum para observar e armazenar a escultura que foi usada como molde para o Mt Rushmore (na foto abaixo a escultura e na janela o monte). Você vai notar que o molde é bem mais completo – acontece que em 1941 acabou o dinheiro e eles só terminaram os rostos mesmo, não fizeram os bustos conforme eles tinham planejado inicialmente.

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**Todas as noites há um show de luzes no local. O horário do show varia durante o ano e você pode conferir todos os horários clicando aqui.

**Maiores informações sobre o Mt Rushmore clique aqui.

Hospedagem

Os dois monumentos ficam relativamente perto e por isso escolhemos um local no meio dos dois para dormir: Rapid City. Rapid City é conhecida como “cidade dos presidentes” pois há estátuas de bronze de todos os presidentes americanos nas esquinas da cidade. O hotel que pegamos foi o Country Inn & Suites By Carlson e atendeu todas as nossas necessidades: limpo, com um TGI Fridays do lado, pet-friendly, wi-fi gratuito e rápido, e café da manhã incluído. Vale falar que a maioria das pessoas que visita a região (principalmente o Mt Rushmore) fica hospedada em Keystone (na entrada do monumento). Eu achei a cidadezinha de Keystone muito turística e feia, estilo a cidade de Niagara Falls (que eu particularmente acho medonha). Rapid City é uma opção melhor, perto e com cara de cidade, mais opções de restaurantes e menos turística.

O que mais ver e fazer “perto” da Entrada Leste do Yellowstone

Cody: há 1 hora da entrada leste de Yellowstone fica Cody, cidade que recebeu este nome por causa de William Frederick Cody, conhecido como Buffalo Bill. Buffalo Bill foi uma figura lendária nos USA: matou milhares de búfalos num curto espaço de tempo (dai seu apelido de Buffalo Bill), foi batedor da cavalaria americana, mensageiro, gerente de hotel e motorista ferroviário. Tornou-se mundialmente famoso graças ao show sobre o Oeste Selvagem (Buffalo Bill’s Wild West show) que passou a estrelar a partir de 1883 em todo o país. Antes de chegar em Cody você passa pelo Buffalo Bill State Park, um parque lindo com uma represa e uma estrada cênica pelas montanhas.

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Crazy Horse: este é um monumento inacabado semelhante ao Mt Rushmore, no qual o líder militar (Crazy Horse) de uma tribo indígena está parcialmente esculpido. O tal Crazy Horse lutou com seu povo contra o governo federal dos Estados Unidos para preservar as terras e tradições dos dacotas, durante a segunda metade do século XIX, nas chamadas Guerras indígenas. O Crazy Horse foi morto por um oficial americano em 1877, e em 1947 iniciou-se a construção deste monumento em sua homenagem. Como toda a verba vem de visitar para o local, o monumento ainda está inacabado 67 anos depois de seu início. Você consegue ver o Crazy Horse da estrada e não precisa entrar se não tiver tempo ou interesse (mas vale dar uma espiadinha da estrada mesmo). Para maiores informações sobre o memorial, clique aqui.

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**Gostaria de finalizar destacando que há uma atração (super famosa quando pesquisei sobre a região) chamada de Bear County, uma espécie de zoológico/safari aonde os visitantes entram com o seu carro e vão visitar os “habitats” dos animais. Nem preciso dizer que não fomos mas acho um absurdo o fato de que muitas pessoas ainda visitam este local aonde os animais estão presos (mesmo que aparentemente soltos) próximo de um parque aonde os animais estão livres e felizes. Juro que não entendi e fiquei triste. Fica aqui então meu desabafo e minha dica para vocês NÃO VISITAREM este local.

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4 Responses

  1. Samy disse:

    Que lugares incríveis!!!!

  2. Vanessa Sotero disse:

    O MÁXIMO! Adorei todas as 5 partes. Mto lindoo! Xeruu

  3. Renata Silva disse:

    Vou daqui 3 meses, não aguento de ansiedadeee!!!! COntinue com o blog bjs!!!

  4. Mais um post repleto de imagens lindas!!! Vai faltar porta-retrato nessa casa, Gaby! Vão precisar de muitos porta-retratos digitais para poder admirar o tempo todo essas fotos incríveis 🙂
    Toda vez que vejo o mount Rushmore eu me lembro do filme do Riquinho, lembra? Que eles esculpiram o rosto dos familiares e depois foi destruído! hahaha Nada a ver, mas eu sempre lembro.
    Beijão

  1. 07/12/2014

    […] Loop quanto no Upper Loop, nos apaixonamos pela incrível vida selvagem do parque, exploramos as atrações vizinhas, e demos um “pulinho” em 4 estados vizinhos para explorar ainda mais a região. Viagem […]

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