O primeiro jogo de Ice Hockey

Não há esporte mais Canadense do que o Ice Hockey. E neste domingo eu e o Ju (juntamente com nossos amigos Flávia e Felipe e a fofa da Marina – amiga deles que mora no Brasil e está visitando Toronto) fomos ao nosso primeiro jogo de Ice Hockey. Detalhe: o domingo lindo de sol! O jogo era dos Marlies (time da segunda divisão), contra o Texas Star (até agora não entendi como um time no meio do deserto pode ter hockey no gelo, mas tudo bem). Apesar do time perder (e eu irei falar sobre isso) a experiência foi demais, ADOREi o jogo e irei falar um pouco disso hoje aqui no blog.

Em primeiro lugar, eu fiquei impressionada com a quantidade de crianças no jogo. Parecia que havia mais crianças do que adultos. Um clima ótimo, super familiar. Além disso, o mascote do Marlies é um cachorro super fofo, imaginem se não adorei!

Sobre o jogo, a coisa é realmente intensa como falam. No Ice Hockey há 3 períodos (tempos) de 20 minutos cada, separados por dois intervalos de 15 minutos. Raramente há pausas durante os tempos e eu fiquei impressionada como há troca de jogadores. Na verdade, o hóquei no gelo é um dos poucos esportes que permitem a troca de jogadores (ilimitadamente) enquanto o jogo ainda está em progresso. É um entra e sai que a gente fica perdido, e é impossível decorar nome de jogador e saber quem está jogando naquele momento. As substituições são feitas diretamente, sem autorização do juiz, e enquanto o jogo está em andamento.

E sobra a violência, meu Deus, como é violento. Além das cotoveladas e das “prensadas” na parede, eu fiquei impressionada com uma coisa em particular: há um momento que os juízes deixam os jogadores brigarem. Na verdade, a briga é considerada uma parte do Ice Hockey e pode até servir como estratégia para assustar os jogadores rivais. Funciona mais ou menos assim: dois jogadores que ficam se estranhando durante o jogo recebem um tempo aonde eles (e somente eles, ninguém pode interferir) podem brigar (sem os tacos, detalhe muito importante). E os juízes e os outros jogadores ficam observando. Muito estranho de assistir e ver a torcida gritando e as crianças vidradas. Meio estranho, não achei legal! Segue vídeo pra vocês entenderem esse momento.

Quanto ao placar, o time de Toronto estava perdendo por 2 pontos e conseguiu encostar no último tempo. Ai eles começaram a atacar e até retiraram o goleiro para colocar mais um atacante, uma estratégia que não deu certo já que o time do Texas marcou 4 pontos. Final Texas Stars 4 X Toronto Marlies 2.

Eu super indico a experiência: foi uper divertido e algo que nunca tinha visto antes. Ah, lembrando que dentro do estádio é bem frio, portanto leve roupa agasalhada!



  • 10 Responses

    1. Mariana disse:

      Gabi,
      Em primeiro lugar adorei seu blog! Estou indo em setembro para passeio e quero assistir um jogo, mas não estou encontrando, sabe informar se em setembro possui jogos? Pode ser em toronto ou montreal.

      Obrigada.

    2. vinicius disse:

      Como faço para chegar ao jogo usando o TTC?

      • Ola Vinicius.
        Há varias maneiras de chegar: onibus, trem e streetcar, depende de onde você esta. Os jogos são no Ricoh Coliseum, que fica no Exhibition Centre. Sugiro que vc coloque no Google Maps e escolha a opção “Transporte Publico” que te dará a melhor opção saindo da sua localização. Espero ter ajudado. Obrigada pela visita ao blog

    3. Andréa Monforte disse:

      Planejo ir em janeiro de 2014.

    4. Andréa Monforte disse:

      Olá!!É fácil comprar o ingresso pela internet?

    5. Boeing disse:

      Cara!!! O que é isso?? É permitido, então??? PQP!!

      • Gabriela disse:

        Sim! O juiz dá um tempo para que os jogadores que estão se “estranhando” durante o jogo possam brigar… eu até agora não estou acreditando! 😛

    6. Pauline Ramos disse:

      Esse negócio da briga é meio estranho mesmo. Tem até uma posição não oficial que é para as brigas, o enforcer.
      Mas tem bastante gente querendo mudar isso, já que aumentou o número de enforcers com depressão e no ano passado 2 ou 3 cometeram suicídio, e estão falando que é por causa do que tem que fazer nos jogos.
      Mas no próximo jogo eu vou com vocês, hehe.

      • Gabriela disse:

        Poisé, eu achava que as cotoveladas eram o máximo da violência, mas não. O pior é ver as crianças super felizes quando a briga acontece. Tão desenvolvidos por um lado e tão ultrapassadados por outro: esta foi minha visão. Próxima vez tens que ir sim! Vais adorar! 🙂

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