O poder das idéias, palavras, vídeos e opiniões

Eu fico impressionada (e de certa forma assustada) com a repercussão que suas palavras/fotos/vídeos podem fazer nas redes sociais. Eu sou escritora/leitora assídua: todo dia ao acordar pego meu telefone e vejo emails, notícias, fotos… quando estou no metro lá vou eu pegar meu telefone para checar emails, notícias, fotos… no final do dia, quando deito na cama – e o ciclo finaliza – não poderia deixar de checar meus emails, notícias, fotos…

Mas eu nunca imagino que o que eu escrevo – seja nas redes sociais ou mesmo aqui no blog – possa causar um impacto forte nas pessoas… mas acho que todos devem se preocupar um pouco com o que escrevem. O poder das idéias, palavras, vídeos e opiniões próprias é forte demais… e pra ilustrar o que estou falando aqui eu irei escrever sobre dois fatos que chamaram a minha atenção esta semana: a ‘vinda da Luiza para o Canadá’ e os comentários sobre o texto da Glenda Dimuro sobre ‘Por que é tão difícil ter vontade de voltar a viver no Brasil?’.

O texto da autora do blog CoisaParecida, escrito em Junho de 2011, foi compartilhado por muitas pessoas via facebook e twitter e teve mais de 30 mil visitas em três dias. Basicamente o texto fala sobre a dificuldade da autora – que mora na Espanha – em decidir se volta ou não a morar no Brasil. Segundo suas próprias palavras: “a decisão de voltar a viver no Brasil vai ser muito mais difícil da que um dia foi decidir morar na Espanha”. E obviamente suas palavras foram interpretadas de forma positiva e negativa.

O texto me tocou de forma positiva pelo fato de que, como também moradora de outro país, eu acabo vivenciando e experimentando muito daquilo que a Glenda escreveu. Por exemplo, ela fala que morando fora do Brasil aprendeu que 'se trabalha para viver e não se vive para trabalhar'. Fora do Brasil você não precisa viver em luxo, não precisa morar no bairro x, nem ter roupa de marca, não precisa frequentar boates e restaurantes chiques, pode sair na rua vestindo a calça do pijama, andar com seu cachorro em quase todos os locais… todo mundo é igual, ninguém se importa com seu dinheiro, com o quanto você ganha… Por aqui, a vida é realmente aproveitada pelo simples fato que pode-se viver tranquilamente, sem se preocupar com os outros. E quando digo isso não falo que não tinha uma vida boa no Brasil (minha vida era ótima, pra não dizer maravilhosa por lá), mas aqui eu aprendi a olhar a vida com outros olhos, com olhos mais abertos. Essa é a palavra: a vida aqui é mais aberta a oportunidades e cada momento é vivenciado de uma maneira diferente.

Certamente quando voltar pro Brasil (e eu e meu marido queremos voltar um dia, não temos dúvida disso) toda esta experiência, vivência e mudança de valores vai influenciar na nossa vida por lá. Talvez isso faça com que a gente não se (re)adapte ao Brasil… não sei… mas isso são questões que quero pensar somente quando eu retornar pra lá (o que ainda falta muuuuito).

Quero deixar claro aqui que não estou dizendo que morar no Brasil é ruim… minha opinião é que todo mundo deveria morar fora do local aonde ‘nasceu e se sente segura’ por um tempo. Não precisa ser um pais diferente, pode ser uma cidade, um estado ou as vezes um bairro diferente. O importante, segundo a Glenda e eu concordo com ela, é que você saia da bolha, veja o mundo com outros olhos e aprenda novos valores. Isso sim faz com que a experiência de viver fora da sua "zona de conforto" valha a pena.

Porém, acredito que cada pessoa tem suas idéias, manias e necessidades (e acho que foi aí que o post da Glenda gerou tanta polemica). Muita gente a criticou achando que ela "estava virando as costas para o seu pais" ou "deveria voltar pro Brasil pra fazê-lo um lugar melhor". Minha opinião é que existem pessoas com a visão, digamos, limitada: que não consegue entender a necessidade do outro de viver novas culturas. Outras pessoas simplesmente não tem a necessidade de experimentar isso: elas querem casar, comprar uma casa, colocar a mobília da ultima moda, viajar “quando der” e é isso! Respeito todos os comportamentos e acho que quando nos abrimos em um post devemos ser cuidadosos no que falamos – o que a Glenda foi – e se não somos entendidos o problema é daqueles que faltaram as aulas de interpretação de texto no ginásio.

Outro tema que gerou discussão esta semana foi o vídeo de lançamento de um empreendimento no NE do Brasil, o qual o empreendedor coloca toda sua Familia na propaganda (já que é um lançamento para "toda a Familia"). Na verdade, nem toda sua Familia estava lá: faltava Luiza, "que esta no Canadá". Uma pequena frase que causou uma comoção em todas as redes sociais. Coitada da Luiza… está “passando frio” no Canada! … O que posso dizer disso: não, eu não a conheço! … Hehehe

Conclusão de tudo isso (que na verdade já estamos cansados de saber): idéias, palavras, vídeos, opiniôes pessoais são poderosos! Use-os corretamente!



  • 8 Responses

    1. Maryjane disse:

      Hi Gaby, tudo bem?
      Sou da cidade de Natal RN e já tem um tempo que acompanho seu blog . But, e daí?? Na minha opinião , seu blog é muito interessante!! Leio muitos blogs sobre Canada e o seu é um dos que mais aprecio. Então , Quero deixar registrada a minha opinião para q vc saiba que seus posts além de agradáveis , são de muita valia para quem deseja saber sobre o cotidiano canadense.
      É isso, by

    2. Carina Lopes disse:

      Oi Gaby!!!
      Com certeza ainda eu e meu marido teremos esta experiência 🙂
      Adorei o texto.
      Bjs

    3. Letícia Giacomin disse:

      Só tenho uma coisa a dizer: a Luiza já foi e voltou do Canadá e EU AINDA NEM FUI!!! assim não vale, Luiza! hahahahaha 😛

    4. Glenda diMuro disse:

      Olá Gabriela… bom, já não tenho mais nada que comentar (cansei! hahaha). Obrigada por visitar o blog e compartilhar o texto. Volte sempre ao Coisa Parecida. Beijos.

    5. Oi Gaby, estou em Montréal há dois meses e compartilho integralmente das duas idéias. Vou ficar por aqui somente mais 4 meses. Até moraria aqui para sempre, mas a questão da família está pesando muito no meu caso. Quero ter filhos logo e não queria criá-los longe dos avós como eu fui criada. Mas se não fosse isso, não pensaria duas vezes. Desejo tudo de bom para vc e continue escrevendo (aliás, o que vc faz muito bem) com coragem. Bjs

      • Gabriela disse:

        Ola Edilaine! Obrigada pelos recadinhos e pelo carinho! Confesso que a questão da família é o que mais pesa pra gente também… mas como tenho que ficar por aqui até terminar meu doutorado, ainda não pensamos muito obre o “pra sempre”… vamos ver aonde a vida nos leva! Beijos e escreve sempre! Adorei seus recados!

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