(In)dependência!?

(pausa nos estudos para eu contar uma historinha pra vocês)

Eu me considerado uma mulher bem independente. Apesar de ter saido da casa dos meus pais direto pra casa do meu marido eu já morei “sozinha” 2 vezes (3 meses em Toronto em 2009 e 4 meses em 2010). Nos dias de hoje, estou há 3 semanas em Toronto enquanto espero meu marido voltar do Brasil. Diante disso e de várias outras características eu me considero independente.
Porém, nesta semana, 2 fatos me fizeram refletir sobre isso (e eu gostaria de expor pra vocês).

O primeiro será sobre a minha experiência abastecendo o carro no posto. Aqui a coisa funciona um pouco diferente do Brasil, já que na maioria das vezes é você que tem que sair do carro e colocar a gasosa (não tem os tiozinhos que ajudam a gente no Brasil não). Eu NUNCA fiz isso antes. O pior de tudo foi que eu não conseguia abrir a “portinha que tem o buraco para colocar o combustível” (se eu não consigo dar nome em português, imaginem em inglês). Minha estratégia foi esperar alguém com um carro igual ao nosso chegar e ai perguntar como faz. Esperei 15 minutos e nada! Não resisti e perguntei para um senhor que estava com um outro tipo de caminhonete. Ele olhou o painel, olhou a tal porta, apertou (com cuidado, ok Ju) e nada. Mais 15 minutos de passaram. Nesta hora eu fiz o que nenhuma mulher que quer ser independente deveria fazer: mandei email pro meu marido. Mas ele não respondeu! Então parei o carro num canto do posto e fui ler o manual do carro. Descobri que o botão para abrir a portinha esta embaixo do tapete no chão do motorista. Que lugar sem noção para colocar o tal botão. Depois disso, ainda teve todo o processo de colocar o combustível no carro. 1 hora se passou e confesso que a experiência não foi das melhores.

O segundo fato aconteceu assim que cheguei aqui e é bem comum na vida de todos nós: a lâmpada da cozinha queimou. Eu pensei: “ah, isso eu sei fazer, mas posso fazer isso no final de semana. Então, coloquei uns abajures na cozinha e convivi muito bem assim por 10 dias (sim, o final de semana passou). Até que chegou o tal dia de trocar a lâmpada. Na verdade, a lâmpada em si é a parte mais fácil… agora retirar e colocar o “lustre” é pra matar, ainda mais usando chave de fenda.

Gente, eu juro que depois desses dois fatos eu não quero ser independente! 🙂



  • 10 Responses

    1. Oi Gabi, acho que essa coisa de independência não melhora com o tempo… Eu saí de casa para estudar com 17 anos (já estou com 30) e curiosamente passei pelas mesmas situações que você há pouco tempo quando meu marido foi trabalhar um tempo longe: não sabia onde abria a tampinha do combustível (ainda bem no BR ainda tem frentista), fiquei com um cômodo no escuro até ele voltar (hahah) e a pior situação foi queimar a resistência do segundo chuveiro! Daí só apelando para o sogro, que felizmente está bem perto.

    2. Juliano Ghisi disse:

      Só por perguntar, qual tipo de gasolina que vc colocou?? Tem uns 4 tipos de gasolina no posto, eheheheh

    3. Alice linck disse:

      Adorei! So imaginei a cena da gasolina!
      Nesse quesito sou super independente. Só nos meus 7 anos aqui em Floripa aprendi a consertar o cabo da embreagem do meu antigo palio, aprendi a trocar pneu, ja empurrei o palinho velho 4 quadras depois de uma balada que a embreagem quebrou. Sei botar agua no radiador e tudo mais. Meu apelido era “ana machadao” entre mimhas amigas da faculdade!
      Tb ja instalei linha telefonica, montei cabo de internet…. Praticamente sou um faz tudo domestico e mecanico! Mas trocar lampada tenho preguiça e adoro um abajourzinho! Ahahahaha

    4. Helena Constnate disse:

      Oiee.. Gabi.. acabei de ler o teu blog aqui em casa.. me matei de rir .. eis uma figura..
      tens que escrever um livro! Gaby em Toronto! coloca todos os teus blogs =P e escreve assim “Manual pratico de como sobreviver em Toronto” =P eu compraria =D

    5. Letícia Giacomin disse:

      Morri de rir com a experiência do posto de gasolina. E concordo com vc: WHY THE HELL o botão fica embaixo do tapete? hahaha devia ficar num cantinho do painel, onde geralmente fica o botão para abrir o capô. vai entender, né?
      eu tb odeio trocar a lâmpada da cozinha e a da sala. é uma chatice ter que tirar aquele treco toooodo para só depois trocar a lâmpada. mto empenho! hahahahaha 😛

      Adorei a história, Gaby! Muito legal 🙂
      Beijocas, saudades!!!

    6. KIKI disse:

      AHAHA!!!Concordo Gabi…não levanto nem um pouco a bandeira de feminista nesta hora…precisamos dos nosso indispensáveis maridos sim ….uma vez eu chamei o seguro so pra trocar o pneu do carro…imagina! Eu nem sabia por onde começar..apenas observei, aprendi, mas sem marido: Eu chamo o seguro denovo!!!!
      Olha que eu até me esforço em casa, pois chego a ficar mts dias sozinha, mas tem coisas que só o maridão faz e mt bem feito diga-se de passagem…homem é bem mais jeitoso com detalhes.
      Adorei este post!!Bjinhos menina aventureira!!!É isso ai..boa semana!

    7. PaTy disse:

      hahaha que sarro!!!
      mas que bom que nos dois casos deu tudo certoo!!
      é muito bom ser uma mulher idependente né gaby! mas confesso que muitas vezes também é muito bom depender do maridinho em algumas situações!!! =)
      beijosss dinda!

    8. Pat disse:

      Adorei rsrs Eu tô muito mal acostumada com o marido fazendo tudo. Tbm não quero ser independente…rs
      Estive aí no Canadá mês passado, e nem te conto qnt tempo eu levei pra descobrir como abria o porta malas hehehe
      Pra abastecer eu fui mais esperta e levei uns colombianos juntos que me ajudaram…:D

      By the way, acho que nunca comentei, mas tô sempre lendo seu blog. =)

      Bjos!!

    9. Paola disse:

      Ué agora que conseguiu fazer tudo, vc já é uma pessoas independente! Eu ainda não tive a chance de ter essas experiências vamos e ver como me saio! bjos”

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